Polícia de SP nega localização de crianças desaparecidas em hotel no Centro
Policiais foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas. Foto: Reprodução A Polícia Civil de São Paulo negou oficialmente, nesta segunda-feira (26), a informação de que as crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, teriam sido localizadas em um hotel na região central da capital paulista. O esclarecimento foi feito após a circulação de denúncias que indicavam a possível presença dos irmãos no local.
Segundo a corporação, equipes da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) foram até o endereço informado para averiguação. Após a checagem presencial, os policiais constataram que as crianças encontradas no estabelecimento não eram as mesmas que estão desaparecidas. A informação foi oficialmente descartada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), que reforçou a importância de confirmar dados antes de divulgá-los, para não prejudicar as investigações.
Ágatha Isabelly e Allan Michael, naturais do Maranhão, desapareceram no dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural do município de Bacabal. Desde então, o caso mobiliza forças de segurança e causa grande comoção na região. As buscas seguem em andamento, com atuação integrada de órgãos estaduais e federais.
As operações incluem varreduras em áreas de mata fechada, rios, lagos e estradas vicinais, além de diligências investigativas voltadas à coleta de depoimentos e análise de possíveis pistas. De acordo com as autoridades, a força-tarefa foi reorganizada nos últimos dias para tornar as ações mais eficazes, priorizando estratégias que ampliem o alcance das informações e possibilitem novas linhas de investigação.
Alerta Amber amplia visibilidade do caso
Uma das principais ferramentas utilizadas nas buscas é o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão. O sistema emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou suspeita de sequestro de crianças e adolescentes, utilizando plataformas digitais da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar imagens e dados das vítimas.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, destacou que o uso do Amber Alert é considerado fundamental para dar maior visibilidade ao caso e aumentar as chances de localização dos irmãos. O alerta alcança usuários em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento e permanece ativo nos feeds das redes sociais da região.
As notificações trazem informações como nomes, características físicas e canais oficiais para o envio de possíveis pistas. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsável por autorizar o acionamento do protocolo, o Amber Alert é utilizado apenas em situações excepcionais, quando há indícios de risco iminente à vida ou à integridade física da criança ou do adolescente.
As autoridades reforçam que qualquer informação deve ser repassada exclusivamente aos canais oficiais de investigação, evitando a disseminação de boatos que possam atrapalhar o trabalho policial. Enquanto isso, familiares seguem aguardando respostas, e as forças de segurança mantêm as buscas em ritmo contínuo, na expectativa de localizar as crianças o mais rápido possível.
Redação ANH/SP





COMENTÁRIOS