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Maceió,31/01/2026

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Brasil registra alta nas mortes no trânsito, com Nordeste na liderança

Assessoria
Brasil registra alta nas mortes no trânsito, com Nordeste na liderança Movimento de veículos em rodovia brasileira; acidentes de trânsito seguem como uma das principais causas de mortes no país Foto: José Aldenir

O Nordeste assumiu, pela primeira vez, a liderança no número de mortes no trânsito no Brasil, ultrapassando o Sudeste em 2024. Ao longo do ano, a região contabilizou 11.894 óbitos em acidentes viários, enquanto o Sudeste registrou 10.995 mortes, apesar de concentrar a maior frota de veículos do país. A mudança no ranking regional acende um alerta sobre a segurança no trânsito e as desigualdades estruturais entre as regiões brasileiras.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela organização Vital Strategies, com base em informações do Ministério da Saúde. Em todo o território nacional, 37.150 pessoas morreram em acidentes de trânsito em 2024, número que representa um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. O total é o mais elevado desde 2016, quando o país registrou 37.345 mortes, interrompendo um período de relativa estabilidade nos índices de letalidade viária.

A disparidade entre as regiões preocupa especialistas. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o Sudeste contava com aproximadamente 59 milhões de veículos registrados até dezembro de 2024, enquanto o Nordeste possuía pouco mais de 22 milhões. Ainda assim, a região nordestina apresentou um volume maior de mortes, o que indica que fatores além do tamanho da frota influenciam diretamente o número de vítimas.

Embora lidere em números absolutos, o Nordeste não apresenta a maior taxa proporcional de mortes no trânsito. Esse índice permanece mais elevado no Centro-Oeste, com 24,5 óbitos a cada 100 mil habitantes. Em seguida aparecem o Norte, com taxa de 21, e o próprio Nordeste, com 20,8. O Sudeste segue com o menor indicador proporcional do país, registrando 12,4 mortes por 100 mil habitantes.

De acordo com o levantamento, o crescimento das mortes envolvendo motociclistas foi decisivo para que o Nordeste ocupasse a primeira posição no ranking nacional. Em 2024, a região registrou 6.116 óbitos de ocupantes de motocicletas, número cerca de 60% superior ao registrado no Sudeste. No Nordeste e no Norte, mais da metade das mortes no trânsito envolve motociclistas, o que reflete a forte dependência desse meio de transporte, especialmente em áreas com menor oferta de transporte público.

A precariedade da infraestrutura viária também aparece como fator determinante. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que seis das doze rodovias consideradas em estado péssimo no Brasil estão localizadas no Nordeste, levando em conta critérios como pavimentação, sinalização e geometria das vias. Essas condições elevam o risco de acidentes graves e dificultam a adoção de medidas preventivas eficazes.

Em nota, o governo federal informou que vem adotando uma estratégia de prevenção para reduzir a violência no trânsito. Entre as ações citadas estão o programa CNH Brasil, que busca ampliar o acesso à habilitação, e a medida provisória do Bom Condutor, que prevê a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses.

Especialistas em segurança viária, no entanto, avaliam que o enfrentamento do problema exige políticas públicas mais amplas e estruturais. Eles defendem investimentos consistentes em transporte público, melhorias na infraestrutura das vias urbanas e rodovias, além de fiscalização mais rigorosa. Medidas como o controle do excesso de velocidade, a fiscalização do uso correto de capacetes e campanhas permanentes de educação no trânsito são apontadas como fundamentais para reduzir o número de mortes e reverter o cenário observado em 2024.

Redação ANH/DF




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