MPRN cumpre mandados na Bahia e na Paraíba, contra crimes digitais envolvendo menores
Materiais eletrônicos foram apreendidos durante a Operação Arcanjos XIX e serão analisados pelo laboratório forense do Gaeco. Foto: reprodução Na manhã desta sexta-feira (6), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou mais uma etapa da operação Arcanjos XIX, ação que integra uma série de investigações voltadas ao enfrentamento de crimes contra crianças e adolescentes no ambiente virtual. A iniciativa foi desencadeada após o compartilhamento de provas obtidas por meio de uma denúncia anônima, analisada por uma promotoria especializada com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com o órgão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia e da Paraíba. As apurações indicam que os alvos mantinham contato com um investigado no Rio Grande do Norte e utilizavam plataformas digitais para trocar conteúdos ilegais. A atuação das autoridades busca interromper redes que utilizam a internet para disseminar esse tipo de material e identificar outros possíveis envolvidos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que podem armazenar arquivos digitais. Todo o material recolhido será encaminhado ao laboratório forense computacional do Gaeco, onde passará por análise técnica detalhada. Em uma das diligências realizadas na Bahia, um dos suspeitos foi detido em flagrante após a constatação de irregularidades relacionadas à investigação.
A operação contou com a participação conjunta dos Gaecos do Ministério Público da Bahia (MPBA) e do Ministério Público da Paraíba (MPPB), além do apoio das Polícias Civil e Militar locais. Segundo o MPRN, ações integradas entre diferentes estados são fundamentais para acompanhar crimes que ultrapassam fronteiras físicas e ocorrem principalmente no ambiente digital.
O Ministério Público ressaltou que as investigações continuam em andamento e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das análises periciais. A instituição também reforçou a importância das denúncias anônimas, que ajudam a identificar suspeitas e contribuem para a proteção de crianças e adolescentes.
Redação ANH/RN








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