Mortandade de peixes em laguna de Jequiá pode ter sido causada por esgoto, aponta laudo do IMA
As amostras de água foram coletadas no dia 11 de fevereiro, na foz do Rio Jequiá e na margem da Lagoa Jequiá
Ascom IMA/AL A mortandade de peixes registrada neste mês de fevereiro na laguna entre os povoados Mutuca e Paturais, em Jequiá da Praia, pode estar relacionada à contaminação por esgoto e outros resíduos de origem humana. É o que aponta laudo divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).
As amostras de água foram coletadas no dia 11 de fevereiro, na foz do Rio Jequiá e na margem da Lagoa Jequiá, após denúncias sobre o aparecimento de peixes mortos. O resultado identificou níveis acima do permitido para quatro indicadores de qualidade da água: coliformes termotolerantes, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), ferro dissolvido e fósforo total.
A presença elevada de Escherichia coli (E. coli) em parte das amostras sugere contaminação por esgoto sem tratamento. Já o excesso de fósforo pode favorecer a proliferação de algas, processo que reduz a quantidade de oxigênio na água. O aumento da DBO também indica alta concentração de matéria orgânica, fator que contribui para o desequilíbrio ambiental e pode levar à morte de peixes.
De acordo com o órgão ambiental, o conjunto dos resultados aponta indícios de impacto causado por fontes antrópicas, como lançamento irregular de esgoto e carreamento de resíduos pelas chuvas.
O laudo foi encaminhado ao setor de fiscalização para apuração de responsabilidades e adoção das medidas cabíveis. As penalidades previstas para infrações ambientais podem ultrapassar R$ 2 milhões.
A lagoa e o rio têm importância econômica e ambiental para a região, especialmente para comunidades que dependem da pesca e para áreas de manguezal que compõem o ecossistema local.








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