Após inspeção, MP classifica Centro Médico da PM como precário e inadequado
Durante a inspeção, o MP chegou a conclusão que o local é insuficiente
Divulgação/MP O Ministério Público de Alagoas denunciou nesta sexta-feira (6) as condições físicas e funcionais do Centro Médico da Polícia Militar, localizado no bairro da Pajuçara, em Maceió, após inspeção realizada pela Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial.
Segundo o MP, a unidade funciona em um imóvel alugado que substitui o antigo prédio da corporação. Para a promotora Karla Padilha, o espaço é precário e inadequado para atendimento de saúde.
O espaço tem problemas muito sérios, é apertado, um odor insuportável que exala de uma tubulação, o que em hipótese alguma deveria existir em uma unidade de saúde", afirmou.
Durante a inspeção, o MP chegou a conclusão que o local é insuficiente e o registro de procedimentos ainda é retrógrado.
O local onde funciona o centro médico era um hotel. Os cômodos são insuficientes, os banheiros estão sendo utilizados como depósitos pela ausência de espaço. Tem canalização que espalha aquele odor ruim. Outra observação diz respeito aos prontuários pois, infelizmente, a empresa contratada não está exercendo adequadamente a função de digitalizar todos os prontuários biométricos que ainda são físicos, e isso, obviamente, oferece um risco em segurança das informações porque não há controle, tudo em papéis velhos mantidos num arquivo físico, em ambiente insalubre. E o Ministério Público vai tomar medidas em relação a isso", completou a promotora.
Ela também destacou a falta de profissionais, como médicos, psicólogos e psiquiatras.
Vários casos de militares com problemas psicológicos graves em decorrência da atividade desempenhada, ou por alcoolismo, e é preciso que se pense com muita responsabilidade sobre o acolhimento, a assistência a estas pessoas que lidam diariamente com violência, presenciam cenários aterrorizantes cujas imagens ficam gravadas.
O primeiro concurso para o quadro da Saúde da PM ocorreu em 1992 e o segundo, em 2006. No último, foram oferecidas vagas para cardiologista, ortopedista, fisioterapeuta, assistente social e psicólogo. Atualmente, apenas dois oficiais do primeiro concurso e três do segundo permanecem na instituição. Os demais profissionais são cedidos pelo Estado até a realização de novo certame.








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