STF analisa saúde de Bolsonaro na Papudinha antes de decidir domiciliar
Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro. Foto: Rosinei Coutinho/STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme documentação apresentada pela defesa em meados de março.
Antes de encaminhar a questão ao órgão ministerial, Moraes determinou que o hospital DF Star fornecesse informações detalhadas sobre o estado de saúde do ex-presidente em prazo de 48 horas. O prontuário foi entregue ao tribunal no dia seguinte, contendo exames recentes, histórico médico completo e dados do tratamento em andamento.
Os documentos remetem a um quadro clínico considerado grave, com infecção pulmonar identificada por tomografias, uso contínuo de antibióticos e registro de complicações renais. Conforme o boletim médico mais recente, Bolsonaro permanecia internado em unidade intermediária de UTI, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração, recebendo suporte clínico intensivo com antibióticos intravenosos e sessões de fisioterapia respiratória e motora, sem previsão de alta.
A Polícia Militar do Distrito Federal também encaminhou ao STF um relatório sobre a rotina do ex-presidente entre 12 e 18 de março, indicando que a transferência para o hospital ocorreu diante de risco de morte. Durante o período, ele recebeu visitas diárias de familiares, não realizou atividades de trabalho ou leitura e passou por consultas, exames e sessões de fisioterapia.
A decisão sobre a concessão de prisão domiciliar pode ser tomada individualmente por Moraes, analisada pela Primeira Turma do STF ou depender de perícia médica da Polícia Federal após possível alta hospitalar. Nos bastidores, aliados intensificaram articulações para mudança de regime, com o senador Flávio Bolsonaro reunindo-se com o ministro, enquanto o governador Tarcísio de Freitas buscou apoio junto a integrantes da Corte.
Redação ANH/DF








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