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Maceió,30/03/2026

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Furto na Unicamp: 24 cepas de vírus perigosos levadas de laboratório NB-3

Assessoria
Furto na Unicamp: 24 cepas de vírus perigosos levadas de laboratório NB-3 Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) (UNICAMP)

Polícia Federal prende professora da Unicamp suspeita de furtar 24 cepas virais de laboratório, incluindo dengue, zika e chikungunya. O material, armazenado em área de alta contenção biológica (NB-3), foi transportado para outros laboratórios e parcialmente descartado em lixeiras, expondo riscos à saúde pública.


Soledad Palameta Miller, pesquisadora argentina de 36 anos lotada na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, foi presa em flagrante na segunda-feira, 23, durante operação da PF na cidade de Campinas. A Justiça Federal concedeu liberdade provisória no dia seguinte, com medidas cautelares como proibição de acessar laboratórios envolvidos e de deixar o país sem autorização.


O furto foi constatado em 13 de fevereiro no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Unicamp. As cepas incluem vírus da dengue, chikungunya, zika, herpes Epstein-Barr, coronavírus humano e 13 tipos que infectam animais. Elas foram levadas para diferentes unidades, manipuladas em ambientes não autorizados e armazenadas irregularmente, em violação às normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).


Durante buscas, a PF localizou as amostras em freezers de outros laboratórios e lixeiras, encaminhando-as ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise. Indícios apontam que Soledad acessou locais sem permissão, possivelmente com auxílio de terceiros, configurando furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismos geneticamente modificados (OGMs).


A investigação também apura envolvimento do marido da suspeita, Michael Edward Miller. A reitoria da Unicamp colabora com o inquérito e instaurou sindicância interna, preservando detalhes para não comprometer as apurações. A defesa de Soledad optou pelo silêncio devido ao sigilo judicial, afirmando prezar pelo devido processo legal.


O caso expõe vulnerabilidades em protocolos de biossegurança, com manipulação fora de ambientes controlados gerando perigo iminente à saúde de terceiros. As investigações prosseguem para esclarecer motivações e extensão da rede envolvida.

Redação ANH/SP




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