Trump afirma que objetivos militares no Irã estarão concluídos em duas ou três semanas
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (ALEX BRANDON / POOL / AFP) Trump anuncia que objetivos no Irã estão praticamente concluídos após ofensiva militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, primeiro de abril, que os principais objetivos estratégicos no Irã estão praticamente concluídos, exaltando o sucesso da Operação Fúria Épica contra o regime iraniano.
Em pronunciamento na Casa Branca, Trump confirmou que as Forças Armadas americanas iniciaram grandes operações de combate dentro do território iraniano, com onze mil alvos atingidos, incluindo mísseis, drones, fábricas de armas e lançadores de foguetes. Ele classificou as perdas iranianas como devastadoras e sem precedentes na história da guerra.
Aliados no foco da guerra
Trump prometeu não abandonar Israel nem os países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, que sofreram ataques iranianos em retaliação aos bombardeios dos EUA e de Israel. O presidente agradeceu aos aliados pelo apoio formidável e afirmou que não permitirá que sofram danos ou fracassos.
A ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel, em curso há mais de um mês, visa interromper o suposto programa nuclear iraniano, acusado por Washington, Europa e Tel Aviv de servir como fachada para a fabricação de bombas atômicas. Trump reiterou que prometeu desde 2015 impedir que Teerã obtenha uma ogiva nuclear.
Avanços e críticas
O chefe do Exército americano, Pete Hegseth, indicou que negociações para encerrar o conflito estão ganhando força, apesar de novas explosões no Oriente Médio. Trump criticou a falta de apoio de países europeus e planeja intensificar ataques nas próximas duas ou três semanas, ameaçando até infraestrutura civil iraniana como usinas de energia, o que pode violar as Convenções de Genebra.
Especialistas apontam que, na quarta semana de guerra, o cenário não favorece Trump, com o Irã resistindo melhor que o esperado e países do Golfo se sentindo traídos pela priorização de Israel. A morte de Ali Khamenei, ex-líder supremo iraniano, foi um dos resultados da operação.
Trump justificou a ação militar como defesa do povo americano contra ameaças iminentes do regime dos aiatolás, descrito como perverso e cruel.
Redação ANH








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