Sete murais transformam muros do Recife em guias vivos de fitoterapia popular
Mural localizado no Compaz Eduardo Campos traz informações e imagem sobre benefícios da amora para saúde. Foto: Marina Torres/DP Foto Sete murais do projeto Herbário Urbano transformam Recife em galeria viva de plantas medicinais, com QR Codes para guias digitais gratuitos sobre espécies do SUS e saberes populares.
Idealizado pela artista visual Micaela Almeida e concluído na última semana, o Herbário Urbano espalha intervenções artísticas de até 30 metros quadrados em locais de grande circulação na capital pernambucana e Região Metropolitana, como o Cecon Recomeço Fátima Caio em Caxangá, a Escola Estadual Santos Cosme e Damião em Igarassu, o Serviço Integrado de Saúde no Engenho do Meio, o Compaz Governador Eduardo Campos na Linha do Tiro, a Horta Comunitária Mãos de Milagres no Ibura, o Terminal Integrado de Passageiros no Curado e o CAPSi Infantil Marcela Lucena no Pina.
As obras retratam plantas como mastruz, carqueja, chambá, erva-baleeira, goiabeira, amora e cannabis, usadas em preparos naturais com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes, reconhecidas tanto no Sistema Único de Saúde quanto em práticas tradicionais.
Contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco, com apoio do Governo do Estado via Secretaria de Cultura e Ministério da Cultura, o projeto totalizou R$ 4,7 milhões em recursos para diversas áreas culturais.

Antes da pintura, Micaela e a agroecóloga Flávia Moraes realizaram pesquisa de campo em hortas comunitárias e centros de saúde alternativa, como o CESAM em Muribeca, para mapear práticas locais e escolher territórios que mesclam urbanidade com saberes ancestrais.
Cada mural inclui QR Code que leva a um e-book gratuito com conteúdos científicos, receitas populares, fotos do processo e mapa das localizações, ampliando o acesso ao conhecimento.
A iniciativa promoveu oficinas de desenho botânico em escolas e CAPS, envolvendo crianças, jovens e idosos em trocas sobre hortas medicinais e fitoterapia.
"A ideia surgiu para engajar a consciência social de forma acessível, dialogando com territórios como a horta das mulheres no Ibura, que é revolucionária ao alimentar e ensinar pelo saber popular", explica a artista.
Redação ANH/PE




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