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Maceió,04/05/2026

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Sete murais transformam muros do Recife em guias vivos de fitoterapia popular

Assessoria
Sete murais transformam muros do Recife em guias vivos de fitoterapia popular Mural localizado no Compaz Eduardo Campos traz informações e imagem sobre benefícios da amora para saúde. Foto: Marina Torres/DP Foto

Sete murais do projeto Herbário Urbano transformam Recife em galeria viva de plantas medicinais, com QR Codes para guias digitais gratuitos sobre espécies do SUS e saberes populares.

Idealizado pela artista visual Micaela Almeida e concluído na última semana, o Herbário Urbano espalha intervenções artísticas de até 30 metros quadrados em locais de grande circulação na capital pernambucana e Região Metropolitana, como o Cecon Recomeço Fátima Caio em Caxangá, a Escola Estadual Santos Cosme e Damião em Igarassu, o Serviço Integrado de Saúde no Engenho do Meio, o Compaz Governador Eduardo Campos na Linha do Tiro, a Horta Comunitária Mãos de Milagres no Ibura, o Terminal Integrado de Passageiros no Curado e o CAPSi Infantil Marcela Lucena no Pina.

As obras retratam plantas como mastruz, carqueja, chambá, erva-baleeira, goiabeira, amora e cannabis, usadas em preparos naturais com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e cicatrizantes, reconhecidas tanto no Sistema Único de Saúde quanto em práticas tradicionais.

Contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco, com apoio do Governo do Estado via Secretaria de Cultura e Ministério da Cultura, o projeto totalizou R$ 4,7 milhões em recursos para diversas áreas culturais.

Antes da pintura, Micaela e a agroecóloga Flávia Moraes realizaram pesquisa de campo em hortas comunitárias e centros de saúde alternativa, como o CESAM em Muribeca, para mapear práticas locais e escolher territórios que mesclam urbanidade com saberes ancestrais.

Cada mural inclui QR Code que leva a um e-book gratuito com conteúdos científicos, receitas populares, fotos do processo e mapa das localizações, ampliando o acesso ao conhecimento.

A iniciativa promoveu oficinas de desenho botânico em escolas e CAPS, envolvendo crianças, jovens e idosos em trocas sobre hortas medicinais e fitoterapia.

"A ideia surgiu para engajar a consciência social de forma acessível, dialogando com territórios como a horta das mulheres no Ibura, que é revolucionária ao alimentar e ensinar pelo saber popular", explica a artista.

Redação ANH/PE




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