Seja bem-vindo
Maceió,17/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Time Celebra Wagner Moura na Lista dos 100 Mais Influentes

Assessoria
Time Celebra Wagner Moura na Lista dos 100 Mais Influentes Wagner Moura, protagonista de 'O Agente Secreto', no Oscar 2026. (ARTURO HOLMES / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP)

Indicado ao Oscar de Melhor Ator por O Agente Secreto, Wagner Moura integra a lista da revista Time dos cem personalidades mais influentes da atualidade. O texto assinado pela jornalista e crítica de cinema Stephanie Zacharek destaca seu engajamento político e a habilidade de trazer nuances a personagens em diversos gêneros.

Tudo o que eu faço é verdadeiro. Arte é verdade, declarou Moura à jornalista. O que me assusta é que a verdade como conhecemos acabou. Fatos não importam mais. Quando falamos de polarização, falamos sobre a criação de universos e narrativas paralelas. Não vivemos mais no mesmo espaço mental dos outros, opinou, afirmando que discussões políticas atuais giram em torno de versões da verdade, não de ideologias.

O nome de Moura aparece na lista ao lado de astros como a vencedora do Oscar Zoe Saldaña, a comediante Nikki Glazer, as atrizes Keke Palmer, Dakota Johnson e Claire Danes, a escritora Freida McFadden e as medalhistas olímpicas Alysa Liu e Hilary Knight.

Na entrevista, o ator reforça a arte como arma contra o totalitarismo, lembrando que artistas, jornalistas e acadêmicos são os primeiros alvos desses regimes. Quando governos totalitários atacam acadêmicos, artistas e jornalistas isso não é por acaso, certo?

Cidadão norte-americano desde dois mil e vinte e três, Moura reflete sobre a administração atual dos Estados Unidos, que gera protestos internos e externos. Governos vêm e vão, mas, para mim, os Estados Unidos é um país que recebe pessoas do mundo todo, que foi construído com base na imigração.

Claro que o país está polarizado, seguiu. Mas há uma diferença entre o governo no comando neste momento e a alma da nação. Donald Trump representa muito do que os Estados Unidos são. Mas os Estados Unidos não são só isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo.

Sua formação como jornalista, profissão que ele admite não ter objetividade para exercer, moldou sua carreira como ator. O jornalismo me moldou muito como artista, como pessoa, como cidadão. E existe uma noção de criar empatia: quanto mais você sabe sobre as coisas, mais empatia você tem. É só isso. E isso é o que a atuação deveria ser.

Zacharek ressalta a conexão de Moura com suas raízes brasileiras, mantendo o sotaque e exigindo personagens nativos do Brasil em Hollywood, incluindo seu papel em Star Wars: Maul - Lorde das Sombras, nova animação da franquia de George Lucas.

É inegavelmente interessante e louco ter um brasileiro como parte do universo Star Wars, porque, para mim, essa é uma galáxia muito, muito distante, disse o ator. Ele comentou a felicidade ao ver Diego Luna em Star Wars: Rogue One e Andor sem alterar o sotaque. Acho que significou muito para os latinos do mundo poder dizer meu Deus, nós também podemos fazer parte disso.

Além do texto de Zacharek, Moura ganhou tributo de Jeremy Strong, vencedor do Emmy por Succession e jurado em Cannes, onde premiou O Agente Secreto.

Há muito tempo uma lenda no Brasil, ele ocupa o palco global já tem um tempo. Mas, neste último ano, Moura abriu um buraco no teto do mundo, escreve Strong, que assistiu ao filme de Kléber Mendonça Filho com admiração e reverência.

Strong recorda o discurso de Robert De Niro em Cannes: fascistas devem temer a arte. De Niro estava falando de artistas como Moura, o tipo de artistas que precisamos agora mais do que nunca.

Moura entende que a democracia e a liberdade são coisas pelas quais você precisa lutar todos os dias uma ideia que nosso país frequentemente sonolento está rapidamente entendendo. Moura não teme usar o poder de humanização e mobilização da arte como arma, elogiou Strong. De O Agente Secreto à sua estreia como diretor em Marighella uma acusação contra a ditadura militar brasileira ao seu trabalho nos palcos no ano passado em Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen o quanto você está disposto a lutar pela verdade ele é uma força política e humana, um conjunto que precisamos desesperadamente ver mais.

Após a temporada de prêmios de O Agente Secreto, Moura tem projetos para dois mil e vinte e seis. Nos cinemas, dirige Last Night at the Lobster, um filme de Natal político.

Ele estrelará a ficção científica de terror onze mil oitocentos e dezessete na Netflix.

Por fim, leva nova montagem de Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo para a Europa.

O Agente Secreto está disponível para streaming na Netflix.

Redação ANH




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.