Ataque russo massivo mata 16 civis, incluindo crianças, com centenas de drones sobre Kiev
Rússia lança o maior ataque do ano contra a Ucrânia. (Roman PILIPEY / AFP) Rússia lança maior ataque do ano à Ucrânia com 659 drones e 44 mísseis, matando 16 civis
A Ucrânia registrou 16 mortes, incluindo crianças, e mais de cem feridos em um ataque russo massivo com 659 drones e 44 mísseis, o maior do ano até agora, com a maioria atingindo Kiev e causando incêndios e destruição em áreas residenciais de cidades como Odessa, Mykolaiv, Kherson e Dnipro.
Explosões múltiplas provocaram incêndios incontroláveis e apagões totais em Mykolaiv e Kherson, enquanto um prédio residencial desabou no distrito de Podilsky, em Kiev.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sibiga, classificou os bombardeios como atos terroristas direcionados principalmente a civis e crimes de guerra, apelando à comunidade internacional por sanções imediatas contra a Rússia e apoio ao Tribunal Especial para julgar Vladimir Putin pela invasão.
"Tais ataques não podem ser normalizados. São crimes de guerra que devem ser interrompidos e os perpetradores responsabilizados", afirmou Sibiga, criticando qualquer adiamento de ajuda à Ucrânia.
O presidente Volodymyr Zelensky reforçou nas redes sociais: "A Rússia aposta na guerra, e a resposta tem de ser exatamente essa: defender vidas com todos os meios e exercer pressão pela paz".
Do lado russo, o Ministério da Defesa confirmou o ataque via agência Interfax, alegando ter atingido alvos energéticos e industriais de defesa ucranianos como retaliação a um drone ucraniano no porto de Tuapse, que matou duas pessoas, incluindo uma menina de 14 anos.
As defesas ucranianas abateram 636 drones e vários mísseis, mas impactos em edifícios residenciais foram inevitáveis, elevando o saldo de vítimas para 16 mortos – quatro em Kiev, oito em Odessa, três em Dnipro e uma em Zaporíjia – e cerca de 107 feridos.
Redação ANH





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