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Maceió,17/04/2026

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Irã libera Estreito de Ormuz na trégua e petróleo despenca nos mercados

Assessoria
Irã libera Estreito de Ormuz na trégua e petróleo despenca nos mercados Medida atende demanda dos EUA e sinaliza avanço nas negociações em meio à trégua no Oriente Médio. Foto: Reprodução

Irã reabre Estreito de Ormuz durante cessar-fogo e provoca alívio nos mercados de petróleo


O governo iraniano anunciou nesta sexta-feira a reabertura total do Estreito de Ormuz para navegação comercial, enquanto vigora o cessar-fogo no Oriente Médio, em meio às negociações com os Estados Unidos. A medida, confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, libera a principal rota de petróleo da região, por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.


A decisão provocou reação imediata nos mercados, com queda nos preços do petróleo, e atende a uma das principais demandas americanas para reduzir tensões. Dados de monitoramento marítimo já registravam a normalização do tráfego, com três petroleiros iranianos saindo do Golfo Pérsico carregando cerca de cinco milhões de barris de petróleo bruto, os primeiros desde o bloqueio imposto pelos EUA no início da semana.


O estreito, localizado entre o Irã e Omã e com largura de até 35 quilômetros em alguns trechos, havia sido restringido desde o fim de fevereiro, em resposta a ações militares dos Estados Unidos e Israel. Durante o período, o Irã ameaçou e atacou embarcações, elevando preocupações com o fluxo global de energia.


O presidente Donald Trump reagiu nas redes sociais, agradecendo ao Irã e afirmando que o estreito está "totalmente aberto e pronto para negócios". No entanto, ele condicionou a retirada do bloqueio naval americano, já em vigor no Golfo de Omã e Mar Arábico, ao avanço definitivo das negociações, e disse que o Irã se comprometeu a não fechar a passagem novamente – informação ainda não confirmada por Teerã.


Autoridades iranianas condicionam a medida ao fim dos ataques dos EUA e de Israel no Líbano, classificando recentes violações como "graves". Mídia estatal iraniana alertou que, se o bloqueio americano persistir, o estreito pode ser fechado novamente, considerando isso uma quebra da trégua.


A reabertura temporária, válida até quarta-feira 22, sinaliza um avanço nas tratativas, mas tensões persistem, com Israel e EUA negando que o Líbano faça parte do acordo original. A via marítima estratégica alivia pressões sobre o comércio internacional de energia, promovendo estabilidade nos mercados enquanto durar o cessar-fogo.


Redação ANH




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