Ex-presidente apresenta evolução clínica satisfatória segundo relatório ao STF
Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, considerando a necessidade de recuperação da saúde fora do ambiente prisional (Sergio Lima/AFP) O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta evolução clínica satisfatória e melhora discreta no pulmão esquerdo, conforme relatório médico enviado pela defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 17. Apesar do avanço, ele ainda enfrenta episódios de dor, fadiga muscular e desequilíbrio causados pelas medicações, segundo os documentos.
A prisão domiciliar humanitária, concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, permite a recuperação em casa após a alta hospitalar. Bolsonaro foi diagnosticado no último mês com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, o que exigiu duas semanas de tratamento intensivo. O cardiologista Brasil Caiado, da equipe médica, relatou resposta positiva ao tratamento, com pressão arterial controlada e melhora em queixas como dispneia, cansaço e refluxo gastroesofágico, além de maior disposição para atividades diárias. Os médicos ajustaram as doses de remédios para crises de soluço, reduzindo efeitos colaterais como perda de equilíbrio.
O relatório fisioterapêutico, assinado por Kleber Caiado de Freitas, destaca uma crise de soluços de oito horas na segunda-feira, 12, que interrompeu os exercícios e provocou fadiga muscular acentuada, tensão e dor dorsal. O profissional recomenda continuidade do acompanhamento com progressão controlada de cargas, foco em controle de dor, mobilidade e preparo pré-operatório.
A defesa informou ao STF a indicação de cirurgia no ombro direito para tratar dores crônicas. Nesta semana, um ortopedista visitou a residência de Bolsonaro, prescreveu analgésicos e avaliou o quadro. Os atendimentos ocorrem em casa desde 30 de março.
Redação ANH/DF





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