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Maceió,24/04/2026

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MPF cobra funcionamento 24 horas de presídios no Rio Grande do Norte

Assessoria
MPF cobra funcionamento 24 horas de presídios no Rio Grande do Norte MPF cobra que presídios do RN recebam presos sem restrição de horário - Foto: José Aldenir

O Ministério Público Federal emitiu recomendações e instaurou um procedimento de controle externo para garantir que presídios do Rio Grande do Norte passem a receber presos de forma contínua, durante 24 horas por dia, sem interrupções. 

A iniciativa tem como objetivo impedir que unidades prisionais recusem detentos sob a justificativa de encerramento de expediente, prática que, segundo o órgão, transfere de maneira indevida a custódia para delegacias de polícia. O MPF destaca que essas unidades não possuem estrutura adequada nem efetivo treinado para manter presos por longos períodos, devendo abrigá-los apenas pelo tempo necessário à formalização de flagrantes ou cumprimento de mandados.

De acordo com o órgão, a recusa no recebimento de detentos fere o princípio da dignidade da pessoa humana e pode comprometer a realização da audiência de custódia dentro do prazo legal de 24 horas. O procurador da República Kleber Martins, responsável pela coordenação do controle externo da atividade policial no estado, relatou que policiais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal identificaram, durante inspeções realizadas em Mossoró no ano passado, recusas por parte de presídios após determinados horários.

O MPF também informou que enviou ofícios à Secretaria de Administração Penitenciária do estado em junho e setembro de 2025, sem obter resposta. Já em março deste ano, policiais penais da Cadeia Pública de Mossoró teriam se recusado a receber um preso conduzido pela Polícia Federal durante a madrugada, alegando impossibilidade de recebimento noturno. A situação só foi resolvida após a exigência de uma certidão formal, quando o detento acabou sendo aceito.

Nas recomendações encaminhadas ao secretário da pasta, Helton Xavier, e ao diretor da unidade, Emerson Galdino de Souza, o Ministério Público orienta o fim de qualquer restrição de horário para recebimento de presos, a formalização de diretrizes aos agentes e a adoção de medidas que evitem a permanência de detentos em delegacias.

O órgão ressaltou que os gestores devem prestar informações sobre o cumprimento das medidas e não descarta a adoção de ações judiciais caso a situação persista. Segundo o MPF, a recusa baseada em horário desrespeita decisões do Supremo Tribunal Federal e contraria a regra de que a custódia de presos é responsabilidade do sistema penitenciário.

Redação ANH/RN




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