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Maceió,24/04/2026

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Educação indígena ganha reforço com construção de 13 escolas modernas em Alagoas

Ascom Seduc
Educação indígena ganha reforço com construção de 13 escolas modernas em Alagoas Investimento evita deslocamento para áreas urbanas e promove a fixação do jovem em sua comunidade. Foto: Alexandre Teixeira

A Secretaria de Estado da Educação de Alagoas está executando um investimento de R$ 52,7 milhões com o objetivo de transformar os indicadores educacionais das comunidades indígenas no estado. A iniciativa prevê a construção de 13 escolas modernas, acompanhadas de ginásios poliesportivos, com capacidade para atender até 5.200 estudantes.

A ação busca impactar diretamente a escolaridade média dos povos originários, que atualmente é de 7,6 anos de estudo. Parte das unidades já foi entregue por meio do programa Escola do Coração, contemplando municípios como São Sebastião, Pariconha e Inhapi. Outras seis escolas seguem em construção em Palmeira dos Índios, com entrega prevista para os próximos meses.

De acordo com a secretária de Educação, Roseane Vasconcelos, o investimento faz parte de uma estratégia da gestão do governador Paulo Dantas para fortalecer o acesso à educação nas aldeias. A proposta busca evitar o deslocamento dos estudantes para áreas urbanas e garantir condições para que concluam toda a educação básica dentro de suas próprias comunidades.

As novas unidades foram planejadas para funcionar como centros de referência comunitária, respeitando as especificidades culturais de cada etnia. A estrutura inclui bibliotecas, salas de informática, cozinhas industriais e quadras poliesportivas cobertas, além de garantir acessibilidade. O modelo atende a uma população majoritariamente jovem, cuja idade mediana é de 29 anos, e que demanda espaços voltados também ao esporte, lazer e tecnologia.

O investimento total ultrapassa R$ 52,7 milhões e representa um marco para mais de 25 mil indígenas em Alagoas, tanto os que vivem em territórios demarcados quanto em áreas urbanas. Durante a fase de construção das escolas, foram gerados cerca de 520 empregos diretos e indiretos nas regiões atendidas.

Com as unidades em funcionamento, a rede educacional deve manter aproximadamente 325 profissionais, entre professores e equipes administrativas, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico das aldeias. A iniciativa também busca fortalecer a permanência dos jovens em suas comunidades e valorizar as tradições e identidades culturais de povos como os Kariri-Xocó, Wassu Cocal e Xukuru-Kariri.

Redação ANH/AL




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