Grupo criminoso é alvo de operação por desvio de R$ 1 milhão
Com os suspeitos, Polícia apreendeu celulares, cartões e documentos referentes às aberturas de contas. Foto: Divulgação/SSPDS Dois homens e uma mulher foram presos no dia 27 de abril, em Fortaleza, suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes financeiras contra servidores públicos. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, o esquema teria desviado ao menos R$ 1 milhão.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam documentos digitais de terceiros, como identidade, CNH, contracheques e comprovantes de endereço, para abrir contas bancárias, contratar empréstimos consignados e solicitar cartões de crédito de forma fraudulenta. As vítimas são de diferentes estados, incluindo Ceará, Piauí, Pernambuco, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
Segundo a apuração policial, os presos foram identificados como Lucas Vitor Costa Fontenele, de 25 anos, Amanda Rafaela Santos Coutinho, de 26, e Rodrigo Matheus Muniz da Silva, de 28, todos com vínculos com o município de Viçosa do Ceará. Eles devem responder por furto qualificado, associação criminosa e falsidade ideológica. A defesa dos suspeitos não foi localizada.
As prisões ocorreram no bairro Carlito Pamplona e foram realizadas por equipes da Delegacia de Roubos e Furtos, com apoio de núcleos operacionais e de inteligência do Departamento de Crimes contra o Patrimônio. Durante a ação, foram apreendidos cartões de crédito, documentos utilizados na abertura de contas e diversos aparelhos celulares.
As investigações indicam que o grupo atuava de forma estruturada. Um suposto líder, conhecido como “TH”, enviava de outro estado celulares com acesso a dados de vítimas, incluindo contas na plataforma Gov.br e documentos digitais. A partir dessas informações, mulheres recrutadas pelo grupo se passavam pelas titulares dos dados em agências bancárias, onde realizavam a abertura de contas com uso de biometria.
Após a criação das contas fraudulentas, os criminosos contratavam empréstimos de alto valor, chegando a cerca de R$ 90 mil em alguns casos. Os valores eram sacados, transferidos ou utilizados em compras com cartões virtuais. A divisão do dinheiro previa a maior parte para o suposto líder, enquanto o restante era repartido entre os envolvidos diretamente nas operações.
A polícia também identificou a participação de um homem de 43 anos, já condenado por invasão de dispositivo informático, além de uma outra suspeita que segue sendo investigada. Conforme os levantamentos, ela teria se apropriado de valores obtidos nas fraudes sem repassar aos demais integrantes, o que teria provocado conflitos internos no grupo.
Redação ANH/CE




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