Operação Cortina de Fumaça mira esquema milionário de fraude fiscal em Pernambuco
Operação conjunta cumpriu mandados de busca e apreensão no Recife (DIVULGAÇÃO/PCPE) Uma ação conjunta deflagrada na manhã desta quarta-feira mobilizou forças estaduais para cumprir mandados e realizar fiscalizações no âmbito da Operação Cortina de Fumaça, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
As diligências ocorreram simultaneamente nas cidades de Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros, onde foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Paralelamente, equipes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco realizaram ações fiscais em empresas ligadas ao grupo investigado.
A operação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco, que reúne o Ministério Público de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social, a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria da Fazenda.
De acordo com as investigações, o esquema fraudulento se baseava na criação de empresas fictícias utilizadas para a prática sistemática de sonegação fiscal. Essas empresas emitiam notas fiscais com o objetivo de encobrir a circulação de mercadorias comercializadas por terceiros sem a devida documentação fiscal.
O grupo também oferecia um tipo de “serviço ilegal” para regularizar estoques de empresas que haviam adquirido produtos sem nota fiscal, além de simular operações comerciais inexistentes para justificar despesas que não ocorreram. Outra prática identificada foi a criação de créditos tributários fictícios, utilizados para reduzir ou eliminar o pagamento de impostos.
O montante dos débitos fiscais já constituídos, envolvendo tanto empresas de fachada quanto outras apontadas como aparentemente regulares, ultrapassa R$ 132 milhões. Há ainda outros valores em apuração que poderão elevar significativamente esse total.
Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Roberto Brayner, os crimes contra a ordem tributária têm elevado impacto negativo para a sociedade. Ele destaca que a evasão de tributos compromete a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura, além de prejudicar o ambiente econômico ao criar concorrência desleal entre empresas que cumprem suas obrigações e aquelas que atuam à margem da lei.
Redação ANH/PE




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