Brasil sobe ao pódio sete vezes na Copa do Mundo de Canoagem e Paracanoagem
Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas. Foto: Isabella Oliveira/CBCa O Brasil encerrou neste domingo (17) sua participação na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem com um desempenho expressivo e sete medalhas conquistadas. O destaque ficou para a paracanoagem brasileira, responsável por cinco dos pódios alcançados na competição internacional.
As duas últimas medalhas vieram neste domingo, ambas de prata, com Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues. Rufino garantiu o segundo lugar nos 200 metros da classe KL2, categoria destinada a atletas que utilizam braços e tronco para remar. O sul-mato-grossense, de 40 anos, já havia subido ao lugar mais alto do pódio no sábado (16), ao conquistar o ouro nos 200 metros da classe VL2.
Na decisão deste domingo, Rufino terminou a prova com o tempo de 45s35, ficando atrás apenas do australiano Curtis McGrath, campeão com 44s98. O bronze ficou com o uzbeque Azizbek Abdulkhabibov. O brasileiro Flavio Reitz também participou da final e terminou na sétima colocação.
Fernando Rufino é um dos principais nomes da paracanoagem brasileira e construiu uma trajetória marcada pela superação. Ele perdeu parte dos movimentos das pernas após ser atropelado por um ônibus e encontrou no esporte uma nova oportunidade de vida e reconhecimento internacional.
Outra medalha brasileira veio com Miqueias Rodrigues, vice-campeão nos 200 metros da classe KL3. O atleta paranaense completou a prova em 44s91 e ficou atrás apenas do georgiano Serhii Yemelianov. O neozelandês Finn Murphy fechou o pódio na terceira colocação.
Miqueias também carrega uma história de superação. O atleta teve a perna esquerda amputada após um acidente de motocicleta e se consolidou como um dos principais representantes brasileiros da modalidade. Na mesma prova, o brasileiro Gabriel Porto terminou em quarto lugar, muito próximo do pódio.
A delegação brasileira ainda teve participação importante na final feminina dos 200 metros da classe VL2. Débora Benevides terminou na quarta posição. A atleta sul-mato-grossense nasceu com uma má formação que provocou atrofia nas pernas e ficou a pouco mais de dois segundos do bronze.
Além das medalhas conquistadas neste domingo e do ouro de Rufino no sábado, o Brasil também subiu ao pódio com Giovane Vieira de Paula, bronze nos 200 metros da classe VL3, e Luis Carlos Cardoso, prata nos 200 metros da classe KL1.
Nas provas olímpicas, o destaque foi mais uma vez Isaquias Queiroz. O campeão olímpico conquistou medalha de ouro nos 500 metros da categoria C1, reafirmando sua condição de um dos maiores nomes da canoagem mundial. O também brasileiro Gabriel Assunção ficou com o bronze na mesma prova, garantindo dobradinha brasileira no pódio.
O desempenho em Brandemburgo reforça a força da canoagem e da paracanoagem brasileiras no cenário internacional, especialmente em um ciclo importante de preparação para futuras competições mundiais e paralímpicas.
Redação ANH








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