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Maceió,23/05/2026

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Deolane Bezerra é alvo de polêmica após denúncia de tratamento privilegiado na prisão

Assessoria
Deolane Bezerra é alvo de polêmica após denúncia de tratamento privilegiado na prisão Deolane Bezerra ficou 14 horas na Penitenciária Feminina de Santana antes de ser transferida para Tupi Paulista, segundo registros da SAP - Foto: Reprodução

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma nova polêmica após o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciar supostas regalias concedidas durante sua passagem pela Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista. A denúncia foi encaminhada nesta sexta-feira (22) à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Segundo o sindicato, Deolane teria recebido tratamento diferenciado nas cerca de 14 horas em que permaneceu na unidade prisional, antes de ser transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. Entre as supostas vantagens apontadas estão cela separada, cama diferenciada, chuveiro privativo com água quente e isolamento das demais detentas.

De acordo com o Sinppenal, a influenciadora foi colocada em um espaço originalmente utilizado para atendimento médico de internas, que teria passado por pintura e adaptações antes de sua chegada. Relatos atribuídos a policiais penais afirmam ainda que o local recebeu colchão, travesseiro e lençóis diferentes dos normalmente fornecidos às presas.

O sindicato também questiona o fato de Deolane não ter mantido contato com outras detentas nem com parte dos servidores da unidade. Áudios e mensagens anexados à denúncia relatam indignação entre policiais penais, que classificaram o tratamento como “mordomia” e “tratamento de rainha”.

O presidente do sindicato, Fábio Jabá, afirmou que o caso levanta dúvidas sobre a legalidade das condições oferecidas à influenciadora. Segundo ele, situações como essa prejudicam a imagem do sistema prisional e geram sensação de desigualdade dentro das unidades penitenciárias.

Em nota oficial, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que apenas cumpriu decisão judicial ao custodiar Deolane na condição de advogada. A pasta explicou que o Estatuto da Advocacia prevê que profissionais da área presos preventivamente devem permanecer em sala de Estado-Maior ou em local equivalente, separado dos presos comuns, quando não houver estrutura específica disponível.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo também se manifestou e afirmou que acompanha o caso exclusivamente no âmbito das prerrogativas profissionais previstas em lei, negando qualquer tratamento privilegiado por motivos pessoais.

A defesa de Deolane não comentou as denúncias até o momento. Em manifestações anteriores, os advogados da influenciadora sustentaram que ela é inocente e pediram prisão domiciliar, alegando necessidade de assistência ao filho menor de idade.

A prisão da influenciadora ocorreu durante operação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apuram movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis conexões com integrantes da organização criminosa.

A Penitenciária Feminina de Santana, onde Deolane ficou inicialmente detida, enfrenta superlotação. Segundo dados da própria SAP, a unidade possui capacidade para 2.686 internas, mas atualmente abriga mais de 2.800 detentas. Já a unidade de Tupi Paulista também opera acima da capacidade máxima.

O sindicato pediu abertura de procedimento administrativo disciplinar, além do encaminhamento do caso à Corregedoria da Polícia Penal e ao Ministério Público, que poderão avaliar eventual favorecimento indevido dentro do sistema prisional paulista.

Redação ANH/SP




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