Avenida Paulista recebe multidão na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+
Participantes ocupam Avenida Paulista na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+, que reuniu 36,8 mil pessoas. Foto: Elaine Cruz / Agência Brasil A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu cerca de 36,8 mil pessoas neste domingo (7) na Avenida Paulista, segundo estimativa do Monitor do Debate Político. Considerado um dos maiores eventos de visibilidade da comunidade LGBT+ no país, o ato foi marcado por manifestações em defesa dos direitos civis, incentivo à participação política e debates sobre projetos de lei relacionados à população LGBT+.
Com o tema “A rua convoca, a urna confirma”, a edição deste ano destacou a importância do voto e da representatividade política como instrumentos para a garantia e ampliação de direitos. Ao longo do dia, milhares de participantes ocuparam a principal avenida da capital paulista acompanhando apresentações artísticas, discursos de lideranças e atividades de mobilização social.
Entre as atrações estiveram nomes como Pabllo Vittar, Gloria Groove e Melody, que dividiram espaço com parlamentares e representantes de movimentos sociais ligados à pauta da diversidade.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção foi a presença de bandeiras do Brasil e camisas nas cores verde e amarela entre os participantes. O uso dos símbolos nacionais foi interpretado por parte do público como uma forma de reafirmar a diversidade de identidades e posicionamentos dentro da sociedade brasileira.
A edição de 2026 também ocorreu em meio a uma significativa redução de patrocínios. Segundo a organização, a arrecadação caiu cerca de 60% em comparação ao ano anterior. O número de empresas apoiadoras diminuiu de 12 para apenas três, impactando diretamente a estrutura do evento.
Como reflexo da redução de recursos, a quantidade de trios elétricos foi reduzida de 19 para 14. Ainda assim, a programação foi mantida ao longo do percurso, reunindo atrações musicais, performances culturais e discursos voltados à defesa da cidadania e da inclusão social.
Outro tema presente durante a manifestação foi a discussão sobre um projeto em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo que propõe restrições à participação de crianças e adolescentes em eventos que abordem temas relacionados à população LGBT+. A proposta foi alvo de críticas por parte de parlamentares e participantes da Parada, que defenderam a continuidade dos espaços de debate e conscientização.
Entre as autoridades presentes estavam Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Daiana Santos e Eduardo Suplicy, que abordaram temas ligados aos direitos civis, à inclusão e à participação política.
De acordo com os organizadores, apesar da redução de público em comparação com anos anteriores, a Parada manteve sua relevância como um dos principais eventos de mobilização social do país. O levantamento aponta que o pico de participação ocorreu às 14h37, com estimativa de 36,8 mil pessoas presentes na Avenida Paulista.
Mesmo diante dos desafios financeiros e da queda no número de participantes, o evento reforçou pautas relacionadas à cidadania, diversidade, representatividade e defesa dos direitos da população LGBT+, mantendo seu papel de destaque no calendário nacional de manifestações sociais e culturais.
Redação ANH/SP









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