Faccionados que usavam município alagoano para entrada de drogas são presos em operação
A SSP destaca a importância do Disque Denúncia 181 e enfatiza que qualquer denúncia pode ser feita pela lei 181
Divulgação/SSP Integrantes de facções criminosas apontados como suspeitos de usar a cidade de Penedo, no Baixo São Francisco, para a entrada de armas e drogas em Alagoas são alvo da operação “Protetor das Divisas”, realizada na manhã desta quarta-feira (10), pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. Até o momento, duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas.
A ação, que é um desdobramento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), tem o objetivo de cumprir 17 mandados de busca e apreensão no município.
A operação visa desarticular núcleos de facções criminosas que utilizam a posição geográfica estratégica da cidade ribeirinha para a entrada e o escoamento de armas e entorpecentes no território alagoano. Todos os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.
Desde maio, que se iniciou a proteção nas divisa alagoanas, organizações criminosas já tiveram um prejuízo de R $1,2 milhão segundo contabilização do Centro Integrado de Operações de Fronteira (CGFRON/Senasp).
No mesmo período, foram realizadas 14 prisões em flagrante e cumpridos 7 mandados de prisão, totalizando 21 presos, além da apreensão de 23,70 kg de drogas e 8 armas de fogo de diferentes calibres.
Foco nas Divisas
Penedo, por fazer divisa com Sergipe através do Rio São Francisco, é um dos pontos focais prioritários do Plano Estratégico de Atuação Integrada (PEAI) dentro do programa nacional. A cidade integra o mapa estratégico ao lado de Piaçabuçu e Porto Real do Colégio, corredor de entrada e saída de ilícitos pelo Baixo São Francisco monitorado de forma permanente pelas forças de segurança alagoanas.
“A SSP destaca a importância do Disque Denúncia 181 e enfatiza que qualquer denúncia pode ser feita pela lei 181 e o sigilo é garantido”, divulgou a assessoria.
A operação
As investigações foram conduzidas pela DRACCO em parceria com o 11º BPM e com integração entre as agências da Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP e da Diretoria de Inteligência da PMAL. O cumprimento das ordens judiciais está sendo executado de forma cirúrgica por unidades especializadas das polícias Civil e Militar, no âmbito do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), com participação do Ministério Público.
A Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) atua na ponta da Polícia Civil, coordenando as equipes táticas e a formalização dos flagrantes. O Comando de Missões Especiais (CME), da Polícia Militar de Alagoas, garante o suporte operacional de alta complexidade, o isolamento dos perímetros nas áreas de atuação e o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.








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