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Maceió,29/06/2026

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Políticas públicas fazem Alagoas registrar maior queda da fome no Nordeste

Agência Alagoas
Políticas públicas fazem Alagoas registrar maior queda da fome no Nordeste Paulo Dantas durante inauguração de mais um restaurante popular; dados sobre segurança alimentar foram obtidos, com exclusividade, pela reportagem junto ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Foto: Pei Fon

Mais de 1 milhão de alagoanos deixaram a insegurança alimentar grave entre 2022 e 2024, aponta levantamento

Alagoas registrou a maior redução proporcional da insegurança alimentar grave entre os estados do Nordeste nos últimos anos. Entre 2022 e 2024, cerca de 1,078 milhão de pessoas deixaram a condição de privação severa de alimentos, o equivalente a 34,4% da população estadual, segundo dados da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O levantamento, obtido junto ao governo federal, considera informações da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), metodologia utilizada para medir o acesso das famílias aos alimentos com base na experiência vivida dentro dos domicílios. Atualmente, Alagoas possui uma população estimada em 3,12 milhões de habitantes, conforme o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com o avanço, a pesquisa aponta que aproximadamente 157 mil alagoanos, distribuídos em cerca de 56 mil domicílios, ainda vivem em situação de insegurança alimentar grave, o que representa cerca de 5% da população do estado.

Políticas públicas impulsionam redução da fome

Segundo o Governo de Alagoas, a redução dos índices é resultado da ampliação de programas de transferência de renda e de combate à vulnerabilidade social, como o Alagoas Sem Fome, os cartões Cria e Escola 10, além da expansão dos Restaurantes Populares, padarias artesanais e outras ações voltadas à segurança alimentar.

O governador Paulo Dantas atribuiu o resultado à continuidade das políticas públicas implementadas desde 2015.

"Em 2022, nós prometemos mudar para melhor a realidade de Alagoas e cumprimos a promessa. Esse resultado é uma vitória histórica, proporcionada por políticas públicas que não sofreram descontinuidade administrativa desde 2015", afirmou.

A secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Kátia Born, destacou que o desempenho é fruto da consolidação de programas sociais e do fortalecimento das ações de combate à fome em diferentes regiões do estado.

Restaurante Popular garante alimentação de qualidade

Entre os beneficiários está Auzenir Maria, frequentadora do Restaurante Popular do Jacintinho, em Maceió. Ela relata que o programa passou a garantir sua principal refeição diária por um custo acessível.

Segundo Auzenir, antes de conhecer o restaurante enfrentava dificuldades para manter uma alimentação adequada, situação que mudou após passar a frequentar o local diariamente.

Além do almoço, ela afirma que costuma levar alimentos para o jantar, aproveitando a variedade do cardápio oferecido.

Capacitação amplia renda de famílias no interior

No município de Batalha, no Sertão alagoano, a agricultora Raniele Mendes encontrou nas Padarias Artesanais uma oportunidade para complementar a renda familiar.

Após participar da capacitação oferecida pelo programa, ela passou a produzir pães, bolachas e salgados tanto para o consumo da família quanto para comercialização.

Segundo Raniele, além de melhorar a alimentação dos filhos, o curso abriu novas possibilidades de geração de renda para diversas famílias da comunidade.

Alagoas lidera ranking nacional

O desempenho fez com que Alagoas conquistasse o primeiro lugar na primeira edição do Prêmio Brasil Sem Fome, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social aos estados que mais reduziram a insegurança alimentar grave entre 2022 e 2024.

No ranking do Nordeste, o estado aparece à frente de Piauí (31%), Sergipe (28%), Maranhão (25,1%), Ceará (23,1%), Pernambuco (19,2%), Rio Grande do Norte (7,4%), Paraíba (7,1%) e Bahia (7%).

Programa já distribuiu mais de 92 toneladas de alimentos

Instituído por lei estadual em dezembro de 2023, o programa Alagoas Sem Fome tornou-se uma política pública permanente. Desde sua criação, foram arrecadadas 115 toneladas de alimentos, das quais 92,4 toneladas já foram destinadas a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Em março deste ano, o governo também lançou o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan-AL), que reúne ações permanentes voltadas à ampliação do acesso da população a alimentos saudáveis e de qualidade.

Emprego e investimentos fortalecem combate à pobreza

Além das políticas sociais, o governo estadual atribui a redução da insegurança alimentar ao crescimento da economia e da geração de empregos.

Dados do Novo Caged mostram que Alagoas criou cerca de 60 mil empregos com carteira assinada entre 2022 e 2024, sendo mais da metade das vagas no setor de serviços. Somente o turismo respondeu por 6,6 mil novos postos formais, impulsionado por programas de qualificação profissional, como a Escola do Turismo, presente em 45 municípios.

Na zona rural, mais de R$ 90 milhões foram destinados a ações de incentivo à agricultura em 2025. Entre elas está o programa Planta Alagoas, responsável pela distribuição de 600 toneladas de sementes de milho e feijão, com expectativa de produção superior a 68 mil toneladas de grãos em cerca de 20 mil hectares cultivados.

Para o governo estadual, a combinação entre políticas de transferência de renda, geração de empregos, qualificação profissional e fortalecimento da agricultura familiar tem sido determinante para reduzir a fome e ampliar a segurança alimentar em Alagoas.

Redação ANH/AL




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