Supertufão Bavi ameaça territórios dos EUA com ventos devastadores no Pacífico
Trabalhadores protegem posto de combustíveis antes da chegada do supertufão Bavi. (AFP) Moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte intensificaram os preparativos nesta sexta-feira (3) diante da aproximação do tufão Bavi, que deve ganhar força nas próximas horas e atingir a categoria de supertufão no fim de semana, segundo previsões meteorológicas.
De acordo com o Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC), o fenômeno avança entre as Ilhas Marshall e as Ilhas Marianas do Norte com ventos sustentados de 167 km/h e rajadas que chegam a 203 km/h. A expectativa é de que, na manhã de sábado (4), o sistema alcance ventos de até 240 km/h, com rajadas de até 278 km/h, intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5.
A previsão é de que o Bavi siga em direção oeste e chegue a Guam e às Ilhas Marianas do Norte na segunda-feira (6). Embora deva perder parte da intensidade antes de atingir os territórios norte-americanos, o tufão ainda representa risco de ventos fortes, chuvas intensas e danos à infraestrutura.
Diante da ameaça, moradores correram para reforçar a proteção de casas e estabelecimentos. Tábuas de madeira foram utilizadas para cobrir janelas, enquanto postos de combustíveis registraram longas filas e supermercados ficaram movimentados por pessoas em busca de alimentos, água potável e outros produtos essenciais.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos orientou os moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte a concluírem os preparativos com antecedência e estarem prontos para enfrentar, no mínimo, condições de tempestade tropical.
A aproximação do Bavi ocorre enquanto a região ainda se recupera dos impactos provocados pelo supertufão Sinlaku, que atingiu os territórios em abril deste ano.
Especialistas também acompanham com atenção as condições climáticas globais. Segundo o observatório europeu Copernicus, os oceanos registraram o mês de junho mais quente da série histórica, cenário que pode favorecer eventos meteorológicos mais intensos. Além disso, a atuação do fenômeno El Niño mantém as águas do Pacífico Equatorial mais aquecidas, alterando os padrões de ventos, pressão atmosférica e precipitação em diferentes regiões do planeta.
Redação ANH







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