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Maceió,03/07/2026

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Supertufão Bavi ameaça territórios dos EUA com ventos devastadores no Pacífico

Assessoria
Supertufão Bavi ameaça territórios dos EUA com ventos devastadores no Pacífico Trabalhadores protegem posto de combustíveis antes da chegada do supertufão Bavi. (AFP)

Moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte intensificaram os preparativos nesta sexta-feira (3) diante da aproximação do tufão Bavi, que deve ganhar força nas próximas horas e atingir a categoria de supertufão no fim de semana, segundo previsões meteorológicas.

De acordo com o Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC), o fenômeno avança entre as Ilhas Marshall e as Ilhas Marianas do Norte com ventos sustentados de 167 km/h e rajadas que chegam a 203 km/h. A expectativa é de que, na manhã de sábado (4), o sistema alcance ventos de até 240 km/h, com rajadas de até 278 km/h, intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5.

A previsão é de que o Bavi siga em direção oeste e chegue a Guam e às Ilhas Marianas do Norte na segunda-feira (6). Embora deva perder parte da intensidade antes de atingir os territórios norte-americanos, o tufão ainda representa risco de ventos fortes, chuvas intensas e danos à infraestrutura.

Diante da ameaça, moradores correram para reforçar a proteção de casas e estabelecimentos. Tábuas de madeira foram utilizadas para cobrir janelas, enquanto postos de combustíveis registraram longas filas e supermercados ficaram movimentados por pessoas em busca de alimentos, água potável e outros produtos essenciais.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos orientou os moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte a concluírem os preparativos com antecedência e estarem prontos para enfrentar, no mínimo, condições de tempestade tropical.

A aproximação do Bavi ocorre enquanto a região ainda se recupera dos impactos provocados pelo supertufão Sinlaku, que atingiu os territórios em abril deste ano.

Especialistas também acompanham com atenção as condições climáticas globais. Segundo o observatório europeu Copernicus, os oceanos registraram o mês de junho mais quente da série histórica, cenário que pode favorecer eventos meteorológicos mais intensos. Além disso, a atuação do fenômeno El Niño mantém as águas do Pacífico Equatorial mais aquecidas, alterando os padrões de ventos, pressão atmosférica e precipitação em diferentes regiões do planeta.

Redação ANH




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