Mãe e filha morrem por complicações da chikungunya em Alagoas
Especialistas alertam que, embora a maioria dos casos de chikungunya tenha evolução benigna, a doença pode causar complicações graves
Reprodução Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu no dia 30 de maio. Pouco mais de um mês depois, a filha dela, Crisleine Lins dos Santos, também faleceu. A morte ocorreu na última sexta-feira (4), em decorrência de complicações causadas pela chikungunya. Ela estava internada desde o dia 23 de junho no Hospital Escola Hélvio Auto.
De acordo com o relatório médico, Crisleine foi admitida na unidade em estado extremamente grave. O quadro clínico incluía hipotensão (pressão arterial baixa), infecção bacteriana, falência múltipla de órgãos e infecção por chikungunya. Apesar dos esforços da equipe médica, ela não resistiu.
Mesmo após perder mãe e filha em um intervalo inferior a 40 dias, a família afirma que o objetivo não é responsabilizar ninguém pelo ocorrido, mas chamar a atenção da população para os riscos da doença e reforçar a importância da prevenção.
"Crisleine era uma menina muito animada, muito alegre. Por onde passava fazia festa, tinha amizade em todo canto. Nós estamos aqui não para condenar, nem para procurar um culpado pelo que aconteceu. Estamos aqui para honrar a memória dela e para que outras famílias não passem pelo que a nossa está passando, porque não é fácil perder duas pessoas da mesma família, da mesma casa, em menos de 40 dias", declarou Edberto Junior, primo de Crisleine.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que realiza ações permanentes de combate ao Aedes aegypti, como visitas domiciliares, aplicação de larvicidas e eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
Especialistas alertam que, embora a maioria dos casos de chikungunya tenha evolução benigna, a doença pode causar complicações graves, principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), entre 1º de janeiro e 15 de junho deste ano foram registrados 467 casos prováveis da doença em Alagoas. Até esse período, o estado não havia confirmado nenhuma morte relacionada à enfermidade.






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