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Maceió,23/07/2026

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Mortes violentas sobem no RN e estado lidera alta nacional em 2025

Assessoria
Mortes violentas sobem no RN e estado lidera alta nacional em 2025 Enquanto Brasil reduz violência, RN registra maior aumento de mortes violentas.
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Rio Grande do Norte lidera alta de mortes violentas no Brasil em 2025, aponta Anuário

O Estado registrou aumento de 19,6% na taxa de Mortes Violentas Intencionais, enquanto país alcançou o menor índice da série histórica; governo destaca queda acumulada nos homicídios desde 2018.

O Rio Grande do Norte foi o estado brasileiro que apresentou o maior aumento na taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em 2025, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em contraste com a tendência nacional de queda da violência letal, o estado registrou crescimento de 19,6% no indicador em relação ao ano anterior.

Com o avanço, a taxa potiguar chegou a 29,1 mortes por 100 mil habitantes. No Brasil, o índice caiu 8,2%, alcançando 19,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Ao todo, o país contabilizou 40.775 Mortes Violentas Intencionais no ano passado.

Produzido a partir de informações das secretarias estaduais de segurança pública, polícias, Ministério da Saúde, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outros órgãos oficiais, o Anuário é considerado a principal referência nacional sobre violência e criminalidade. O indicador de MVI engloba homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Além do Rio Grande do Norte, apenas outros seis estados apresentaram crescimento nas taxas de mortes violentas em 2025: Rondônia (+7,5%), Acre (+6,3%), Roraima (+5,8%), Distrito Federal (+5,8%), Mato Grosso do Sul (+4,9%) e Rio de Janeiro (+2,1%).

Apesar de liderar o aumento percentual, o Rio Grande do Norte não está entre os estados com os maiores índices de violência letal. O ranking nacional é liderado pelo Amapá, com taxa de 42,5 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Bahia (36,8) e Ceará (34,7).

O levantamento também mostra que nenhum município potiguar figura entre as dez cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes que registraram as maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais. A lista é composta por municípios dos estados do Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba.

No cenário nacional, o perfil das vítimas permanece concentrado em homens jovens e negros. Segundo o Anuário, 90,8% das vítimas eram do sexo masculino, 41,6% tinham entre 18 e 29 anos e 79,7% eram pessoas negras. O estudo não detalha esses recortes para o Rio Grande do Norte, nem aponta as razões específicas para o aumento da violência letal no estado.

Sesed destaca redução histórica

Após a divulgação do levantamento, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) afirmou, em nota, que o aumento registrado entre 2024 e 2025 deve ser analisado dentro de uma série histórica mais ampla.

Segundo a pasta, o Rio Grande do Norte reduziu em 51% o número de homicídios entre 2018 e 2025, passando de 1.788 para 873 ocorrências anuais. A secretaria afirma que esse resultado colocou o estado entre os que mais diminuíram a violência letal no país.

A Sesed também destacou que o estado deixou de integrar a relação das unidades da Federação com cidades entre as mais violentas do Brasil. Atualmente, conforme a secretaria, nenhum município potiguar aparece entre as dez cidades mais violentas do país.

Outro dado citado pelo governo é o Atlas da Violência, que apontou redução de 20,3% nas mortes violentas entre 2023 e 2024, com queda de 838 para 655 registros.

Na avaliação da secretaria, os indicadores de violência sofrem influência da atuação de organizações criminosas e de conflitos entre facções. A pasta atribui a redução acumulada dos homicídios aos investimentos em efetivo, inteligência, tecnologia, infraestrutura e integração das forças de segurança, além da manutenção de operações permanentes de combate ao crime organizado.

Embora reconheça o aumento registrado em 2025, a Sesed reafirma que continuará intensificando as ações de prevenção e repressão qualificada, com o objetivo de reduzir os índices de violência e preservar a segurança da população potiguar.

Redação ANH/RN




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