Artesanato da Ilha do Ferro pode ganhar selo de Indicação Geográfica
Reconhecimento busca proteger o nome da comunidade ribeirinha e ampliar mercados para os artesãos locais
Assessoria Reconhecida como um dos maiores polos de arte popular do país, a comunidade da Ilha do Ferro, no município de Pão de Açúcar, caminha para obter uma Indicação Geográfica (IG) que proteja o nome do território e o artesanato produzido por seus moradores. O processo conta com o apoio técnico do Sebrae Alagoas e está em fase final de organização da documentação que será enviada ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A Indicação Geográfica é o reconhecimento dado a produtos cuja reputação ou características estão diretamente ligadas a um território específico, funcionando como uma espécie de selo de origem — semelhante ao que ocorre com o Queijo Canastra, em Minas Gerais, ou o Vinho do Porto, em Portugal. No caso da Ilha do Ferro, a expectativa é impedir que peças feitas fora da comunidade sejam vendidas usando indevidamente o nome do povoado.
Ao longo deste mês, foi realizada a última reunião presencial da consultoria que acompanha o processo, marcando o fim de etapas como a delimitação da área geográfica, o fortalecimento da associação local de artesãos e a definição das regras de uso do futuro selo.
A presidência da Associação dos Artesãos da Ilha do Ferro, hoje ocupada por Yang da Paz, será responsável por conduzir o pedido junto ao INPI e por fiscalizar se as peças produzidas seguem os critérios técnicos estabelecidos. Segundo moradores, a medida deve coibir o uso indevido do nome da comunidade por pessoas de fora do território, além de abrir espaço para levar o artesanato local a novos mercados, inclusive internacionais.
Localizada às margens do Rio São Francisco, a cerca de 235 quilômetros de Maceió, a Ilha do Ferro tem pouco mais de 450 moradores e reúne uma das maiores concentrações de artesãos populares do Brasil, com peças em madeira, bordados e outras técnicas transmitidas entre gerações.






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