Colômbia reforça segurança após ameaças ao presidente eleito
Policiais examinam os destroços de um caminhão após a explosão de um carro-bomba perto de uma delegacia de polícia em Cúcuta, na Colômbia. (SCHNEYDER MENDOZA/AFP)
A Colômbia mobilizou um esquema de segurança com cerca de 11 mil militares e policiais para a cerimônia de posse do presidente eleito, Abelardo de la Espriella. As forças de segurança atuarão em operações terrestres, aéreas e marítimas para garantir a realização do evento.
Tradicionalmente realizada na sede do Congresso, em Bogotá, a cerimônia foi transferida para Cali, no sudoeste do país, a pedido do presidente eleito. A cidade está localizada em uma região marcada por confrontos entre grupos ligados ao narcotráfico e organizações guerrilheiras.
A mudança ocorre em meio ao agravamento da violência e ao aumento das tensões políticas. Guerrilhas fizeram advertências ao novo presidente, que já anunciou a intenção de interromper as negociações de paz mantidas pelo governo do presidente Gustavo Petro com diferentes grupos armados.
Durante a campanha eleitoral, Abelardo de la Espriella afirmou, em diversas ocasiões, que era alvo de um suposto plano para assassiná-lo.
O processo eleitoral foi marcado por episódios de violência política e pela intensificação do conflito armado, incluindo atentados com bombas, drones explosivos e ataques contra forças de segurança.
Em junho de 2025, o então pré-candidato à Presidência e senador de direita Miguel Uribe Turbay foi baleado durante um comício em Bogotá. Ele morreu dois meses depois em decorrência dos ferimentos.
Antes da definição de Cali como sede da cerimônia, Abelardo de la Espriella chegou a defender que a posse fosse realizada em uma unidade militar no departamento de Cauca, uma das regiões mais afetadas pela violência no país. A proposta, no entanto, não foi autorizada pelo presidente Gustavo Petro.






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