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Maceió,06/08/2026

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Cientista chinês é investigado após morte de menina em teste de terapia genética

Assessoria
Cientista chinês é investigado após morte de menina em teste de terapia genética Imagem ilustra cientista realizando teste em laboratório. (Magnific)
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Cientista chinês é investigado após morte de menina em teste de terapia genética experimental

Um neurocientista da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, está sendo investigado após denúncias de que um tratamento experimental de edição genética resultou na morte de uma menina de seis anos. O caso ganhou repercussão internacional depois que a revista Science e a plataforma Retraction Watch revelaram que a morte da criança não foi mencionada em um estudo científico relacionado à pesquisa.

A menina, identificada pelo pseudônimo "Mei", morreu em março de 2025, cerca de uma semana após receber uma infusão espinhal contendo bilhões de vírus geneticamente modificados, desenvolvidos para alcançar o cérebro e corrigir uma doença genética rara que comprometia seu desenvolvimento cognitivo.

Segundo os pais, a criança sofreu uma grave reação imunológica após o procedimento. Eles também afirmam que não foram devidamente informados sobre os riscos envolvidos no tratamento, apesar de terem investido mais de US$ 800 mil para financiar o experimento.

O principal responsável pela pesquisa é o neurocientista Zilong Qiu, que publicou na revista Nature um estudo sobre a terapia aplicada em animais, sem mencionar a morte da paciente. Até o momento, o pesquisador não se pronunciou sobre as acusações.

Em nota oficial, a Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong de Xangai informou que criou um grupo especial para investigar o caso e reafirmou que repudia qualquer pesquisa realizada em desacordo com os princípios éticos. A instituição afirmou ainda que adotará medidas rigorosas caso sejam confirmadas irregularidades.

Especialistas das áreas de genética, virologia e bioética apontaram falhas na condução da pesquisa. Entre as principais críticas estão a suposta minimização dos riscos apresentados aos pais da paciente, o desrespeito a alertas observados em estudos com animais e a continuidade do tratamento mesmo diante das reduzidas chances de sucesso.

Terapia genética

A terapia gênica busca corrigir doenças por meio da alteração do DNA das células. Uma das técnicas mais conhecidas é a edição genética por CRISPR-Cas9, capaz de modificar genes de forma precisa e considerada uma das maiores inovações da medicina moderna.

Apesar do potencial para tratar doenças raras, especialistas alertam que terapias experimentais exigem rigorosos protocolos de segurança e acompanhamento ético antes de serem aplicadas em seres humanos.

Impacto internacional

O caso representa mais um desafio para a reputação da China no campo da biotecnologia. Em 2018, o país já havia enfrentado forte repercussão internacional após o biofísico He Jiankui anunciar o nascimento dos primeiros bebês geneticamente modificados do mundo, experiência considerada antiética e que resultou em sua condenação à prisão.

Desde então, o governo chinês endureceu as regras para pesquisas envolvendo edição genética em células reprodutivas humanas. Ainda assim, o episódio envolvendo a morte da menina reacende o debate sobre os limites éticos e a fiscalização de pesquisas médicas experimentais no país.
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Cientista chinês é investigado após morte de menina em teste de terapia genética.

Redação ANH





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