Tenente da PM e mais dois homens são condenados por homicídio de empresário no Village
Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime foi premeditado e executado de forma planejada
Reprodução O tenente da reserva da Polícia Militar de Alagoas, José Gilberto Cavalcante de Góes, o sobrinho dele, Gilson Cavalcante Góes Júnior, e Wagner Luiz das Neves Silva foram condenados, nessa segunda-feira (03), pelo assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante no Conjunto Village Campestre II, na parte alta de Maceió. Somadas, as penas ultrapassam 59 anos de prisão em regime fechado.
O crime
Eram pouco mais de 10 horas da manhã, do dia 25 de outubro de 2019, quando Luciano deixou uma oficina mecânica e seguiu em direção ao carro. O que parecia ser apenas mais um compromisso do dia, no entanto, havia sido cuidadosamente planejado por outras pessoas. Do lado de fora, os homens que, segundo a acusação, acompanhavam a rotina da vítima aguardavam o momento de executar o plano.
Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime foi premeditado e executado de forma planejada. De acordo com a investigação, os acusados monitoraram a rotina da vítima, aguardaram a saída dela do condomínio onde morava e a seguiram até o local do crime.
Ainda conforme os autos, José Gilberto foi apontado como o mentor do assassinato e também como o responsável pelos disparos. Wagner Luiz teria dirigido o carro utilizado na ação criminosa, enquanto Gilson Cavalcante atuou na intermediação e no planejamento da execução.
Provas reforçaram a acusação
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou laudos periciais, registros de câmeras de segurança e exames de confronto genético que comprovaram a participação dos acusados.
Um dos laudos identificou a remoção recente do reboque do veículo utilizado no crime, estratégia adotada para dificultar a identificação do automóvel. Além disso, material genético encontrado em um boné deixado no local confirmou a presença de Wagner Luiz na cena do homicídio.
Imagens de câmeras de segurança também registraram a movimentação do veículo antes e depois do assassinato.
Crime teria sido motivado por disputa de terreno
Segundo as investigações, o assassinato teve origem em um conflito relacionado à venda de um terreno localizado no bairro Forene, em Rio Largo.
Conforme o Ministério Público, José Gilberto tinha interesse no imóvel e teria prometido regularizar a documentação para a realização de um loteamento. Entretanto, o acordo não foi cumprido e a vítima decidiu vender a propriedade.
A partir desse momento, as divergências se intensificaram, culminando no crime.
Luciano de Albuquerque Cavalcante deixou 12 filhos, quatro deles menores de idade. A sentença destacou o impacto financeiro e emocional causado pela morte do empresário, responsável pelo sustento da família.







COMENTÁRIOS