Caos nos trilhos: greve na CPTM afeta 1 milhão de passageiros em São Paulo
Metrô do São Paulo (Paulo Pinto/Agência Brasil). Greve na CPTM paralisa linhas de trem e afeta cerca de 1 milhão de passageiros em São Paulo
Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram uma greve à meia-noite desta terça-feira (4), provocando paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e impactando cerca de 1 milhão de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo.
A linha 11-Coral opera apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Na linha 12-Safira, a circulação ocorre entre Brás e Engenheiro Goulart. Já a linha 13-Jade está totalmente paralisada.
Apesar de a Justiça ter determinado a manutenção de 80% da frota em operação durante a greve, a decisão não vinha sendo cumprida nas primeiras horas da manhã.
Para minimizar os impactos da paralisação, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos. Também foi acionado o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese), que disponibiliza ônibus para atender os passageiros nas regiões das estações afetadas.
O Metrô de São Paulo reforçou a operação com mais trens nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, que registraram aumento significativo na demanda. A superlotação também foi observada em diversas estações da capital.
Reflexo da greve, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou, às 7h50, 412 quilômetros de congestionamento nas vias da cidade.
Trabalhadores contestam privatização
A paralisação é motivada por reivindicações da categoria relacionadas ao processo de privatização das linhas da CPTM, concluído em julho e temporariamente suspenso após um incêndio ocorrido na primeira semana de operação da empresa Trívia, responsável pela concessão.
Entre as principais demandas dos trabalhadores estão a garantia dos empregos de cerca de 4 mil funcionários e o cancelamento da privatização, considerada pelo sindicato como pouco transparente e prejudicial aos interesses dos trabalhadores e da população paulista.
Redação ANH/SP







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