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Maceió,06/08/2026

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Crise entre Brasil e Argentina se agrava com redução da representação diplomática

Assessoria
Crise entre Brasil e Argentina se agrava com redução da representação diplomática Javier Milei, presidente da Argentina, e Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil (FABRICE COFFRINI/AFP)
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Brasil reduz relações diplomáticas com a Argentina após novas declarações de Milei contra Lula

O governo brasileiro decidiu reduzir o nível das relações diplomáticas com a Argentina após uma nova escalada na crise entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei. Nesta terça-feira (4), o Brasil solicitou o retorno do embaixador argentino, Guillermo Raimondi, a Buenos Aires e informou que a representação diplomática entre os dois países passará a ser conduzida por encarregados de negócios.

A decisão foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao embaixador argentino, conforme informou a Chancelaria da Argentina em comunicado divulgado na rede social X. O governo argentino afirmou que recebeu a medida de forma unilateral e lamentou o que classificou como um isolamento do Brasil por "razões puramente ideológicas".

A crise diplomática se intensificou após repetidos ataques do presidente Javier Milei ao presidente Lula. Nos últimos dias, o argentino voltou a chamar o chefe do Executivo brasileiro de "ladrão" e "corrupto", ampliando o desgaste entre os dois governos.

Em nota, a Chancelaria argentina destacou que, em episódios anteriores de declarações políticas entre autoridades dos dois países, optou por não transformar as divergências em incidentes diplomáticos. "Nunca respondemos a uma divergência política com uma medida institucional", afirmou.

O atrito ganhou força após Milei participar, há cerca de dez dias, em São Paulo, do evento de oficialização da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) para as eleições brasileiras de outubro. Durante o encontro, o presidente argentino acusou, sem apresentar provas, o governo brasileiro de promover "interferência política" na Argentina e fez críticas indiretas ao presidente Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Na ocasião, o Brasil convocou seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas e chamou o representante argentino para prestar esclarecimentos sobre as declarações consideradas ofensivas.

Apesar da crescente tensão, o governo argentino afirmou recentemente que não vê possibilidade de rompimento das relações diplomáticas entre os dois países. Ainda assim, Milei manteve o tom crítico em entrevistas concedidas nos últimos dias.

O rebaixamento da representação diplomática ocorre em meio ao cenário eleitoral nos dois países. No Brasil, Lula lançou sua campanha à reeleição para um quarto mandato. Já na Argentina, Milei tem manifestado publicamente a intenção de disputar um novo mandato presidencial nas eleições de 2027, defendendo que suas críticas aos governos de esquerda fazem parte de sua atuação em defesa dos ideais liberais.

Redação ANH




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