Movimento por moradia volta às ruas e bloqueia via no Centro do Recife
Manifestantes já haviam ocupado a via na tarde de quinta-feira (6). (Divulgação/MTTT) Manifestantes do Movimento de Luta por Teto, Terra e Trabalho (MLTT) voltaram a interditar, nesta sexta-feira (7), a Avenida Suassuna, no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife. O protesto cobra uma solução para as famílias retiradas da ocupação Papa Francisco, instalada no terreno da antiga Escola Americano Batista, e pressiona o governo de Pernambuco a apresentar uma proposta de atendimento habitacional.
Segundo o movimento, a principal reivindicação é o avanço das negociações para garantir moradia digna às famílias afetadas pelo despejo. Os manifestantes também pedem a retomada do diálogo com os órgãos responsáveis pela mediação do conflito.
O coordenador do MLTT, Davi Lira, informou que diversos integrantes da organização passaram a noite entre quinta-feira (6) e sexta-feira (7) em frente à sede do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), à espera de uma nova rodada de negociações. De acordo com ele, até o momento não houve sinalização para a realização de uma nova mesa de diálogo.
A mobilização ocorre um dia após o grupo já ter interditado a mesma via, na tarde de quinta-feira (6). Na ocasião, representantes do movimento foram recebidos por promotores de Justiça e integrantes do governo estadual, mas a reunião terminou sem acordo ou apresentação de uma proposta para atender as famílias.
Em nota, a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh), informou que o terreno onde funcionava o antigo Colégio Americano Batista, localizado no bairro da Boa Vista, será destinado à implantação de um complexo de educação e lazer para a população.
O governo estadual também afirmou que, desde o início da ocupação, mantém diálogo permanente com os movimentos sociais por meio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Núcleo de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), com o objetivo de buscar uma solução para o impasse.
Redação ANH/PE







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