Novo presidente da Colômbia promete mão dura contra guerrilhas e narcotraficantes
Abelardo de la Espriella, novo presidente da Colômbia, presta juramento. (Luis Acosta/AFP) Abelardo de la Espriella assume Presidência da Colômbia com promessa de combate ao narcotráfico
O ultradireitista Abelardo de la Espriella, de 48 anos, assumiu nesta sexta-feira (7) a Presidência da Colômbia com a promessa de combater guerrilhas e narcotraficantes com uma política de segurança mais rígida. Aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o novo chefe de Estado também defende o fortalecimento da relação entre Bogotá e Washington.
Advogado e empresário, De la Espriella substitui Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Petro não reconhece a eleição do sucessor e afirma ter ocorrido fraude, mas as acusações não foram respaldadas pelas autoridades do país.
A cerimônia de posse foi realizada em Cali, cidade próxima a áreas dominadas por grupos armados e que recentemente foi alvo de atentados. Cerca de 11 mil militares foram mobilizados para garantir a segurança, além da utilização de um sistema antidrones.
De la Espriella prometeu encerrar as negociações de paz iniciadas por Petro com grupos envolvidos com o tráfico de drogas. Entre as propostas do novo governo estão a intensificação de operações contra guerrilhas, o uso de bombardeios e a construção de grandes presídios inspirados no modelo adotado por El Salvador.
A posse reuniu cerca de dez chefes de Estado, representantes do governo americano e chanceleres de diferentes países. A presença de autoridades estrangeiras reforçou a sinalização de aproximação do novo governo colombiano com os Estados Unidos.
Sem maioria no Congresso, De la Espriella terá de negociar com um Legislativo dividido para implementar suas propostas. O novo presidente também prometeu reduzir o tamanho do Estado em 40% e extinguir os gabinetes presidenciais voltados à paz e aos direitos humanos.
Especialistas, porém, alertam para os riscos de uma ofensiva militar mais intensa. A preocupação envolve a capacidade limitada das Forças Armadas colombianas e a possibilidade de civis serem atingidos em operações contra grupos armados instalados em áreas densamente ocupadas.
A chegada de De la Espriella ao poder representa uma mudança significativa na política de segurança colombiana e encerra o ciclo de negociações de paz promovido pelo governo Petro.







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