Turistas ganham trechos livres de comércio na Praia de Porto de Galinhas
Porto de Galinhas, em Ipojuca. (Peu Ricardo/Arquivo DP) A Praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, possui dois trechos onde é proibida a atuação de barraqueiros e a comercialização de produtos e serviços. A medida foi adotada pela Prefeitura de Ipojuca para organizar o uso da faixa de areia e garantir maior segurança aos turistas e moradores.
Um dos espaços fica entre o Restaurante Peixe na Telha e o Caldinho do Neném. O outro está localizado em frente à praça das piscinas naturais, próximo ao letreiro de Porto de Galinhas, onde também funciona o programa Praia Sem Barreiras.
De acordo com o decreto municipal nº 9, publicado em 15 de janeiro deste ano, os trechos são destinados prioritariamente à operação das jangadas autorizadas para os passeios às piscinas naturais. Os banhistas também podem utilizar normalmente o espaço, inclusive com cadeiras, guarda-sóis, cangas e outros equipamentos individuais.
A comercialização de produtos e serviços é proibida nesses locais. Também não é permitida a circulação de veículos, com exceção daqueles utilizados em serviços públicos.
Segundo a Prefeitura de Ipojuca, a fiscalização é realizada permanentemente por agentes da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano e pela Guarda Municipal, por meio do Projeto Orla Legal.
Medida veio após agressão a turistas
O decreto foi publicado 19 dias depois de dois turistas de Mato Grosso serem agredidos por barraqueiros após uma discussão envolvendo o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram os turistas cercados por comerciantes e sendo agredidos, inclusive enquanto um salva-vidas tentava intervir. Os visitantes afirmaram que haviam combinado um determinado valor pelo serviço, mas foram surpreendidos com uma cobrança quase duas vezes maior.
Após o episódio, a barraca envolvida na confusão recebeu multa de R$ 12 mil do Procon de Pernambuco durante a Operação Consumo Livre, que fiscalizou 45 estabelecimentos da orla.
Turistas relatam abordagens
Além das cobranças, turistas também relatam abordagens insistentes de comerciantes na faixa de areia. Segundo relatos, alguns visitantes se sentem pressionados a consumir produtos ou serviços para evitar o pagamento pelo uso de cadeiras e guarda-sóis.
Apesar das reclamações, representantes do setor turístico afirmam que houve melhora no ordenamento da praia em comparação com anos anteriores. A avaliação é de que a organização do comércio e a fiscalização vêm ocorrendo de forma gradual e contínua.
Redação ANH/PE








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