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Maceió,25/08/2026

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Energia em excesso leva ONS a acionar protocolo de emergência no país

Assessoria
Energia em excesso leva ONS a acionar protocolo de emergência no país Linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste domingo (23), pela segunda vez em 2026, o plano emergencial para reduzir a geração de energia elétrica devido ao excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A medida ficou em vigor das 11h às 13h30 e não afetou o fornecimento de energia aos consumidores. Segundo o ONS, as restrições foram adotadas para manter o equilíbrio entre a quantidade de energia produzida e a demanda registrada durante o fim de semana.

O plano alcança principalmente usinas classificadas como Tipo 3, conectadas às redes das distribuidoras. Entre elas estão pequenas centrais hidrelétricas, unidades movidas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

A geração de algumas usinas que estão sob controle direto do ONS também foi reduzida. De acordo com o operador, a medida é necessária quando a produção prevista supera a demanda e os mecanismos convencionais de ajuste não são suficientes.

O primeiro acionamento do plano em 2026 ocorreu em 7 de junho, durante o feriado de Corpus Christi. Na ocasião, o gerenciamento atingiu 1 mil megawatts entre 10h e 14h.

Geração distribuída aumenta desafio

A necessidade de adoção do plano emergencial está relacionada ao crescimento da geração distribuída, principalmente por meio de painéis solares instalados em residências e empresas. A modalidade já soma cerca de 50 gigawatts de capacidade instalada no país.

O desafio é que parte dessa geração não pode ser acompanhada ou controlada diretamente pelo ONS. Em agosto de 2025, durante o Dia dos Pais, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

Na ocasião, foi necessário reduzir a produção de hidrelétricas, termelétricas e quase toda a geração eólica e solar centralizada para evitar uma sobrecarga no sistema.

Para enfrentar situações semelhantes, o ONS prepara um sistema automático chamado Esquema Regional de Alívio de Geração. O mecanismo poderá reduzir até 3 gigawatts de geração, em três etapas, quando as demais alternativas forem esgotadas.

A previsão é que um projeto-piloto do novo sistema seja realizado até o fim de 2026.

Redação ANH




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