HC Pet reúne experiência e aprendizado no atendimento a animais em Maceió
Médicos-veterinários vivem rotina agitada no HC Pet, onde acumulam vivências e histórias para contar. Foto: Roger Silva Celebrado nesta quarta-feira (9), o Dia do Médico-Veterinário destaca a atuação de profissionais que trabalham diariamente pela saúde e pelo bem-estar animal. Em Maceió, médicos-veterinários estão presentes em atendimentos clínicos, procedimentos de urgência e emergência, ações de proteção animal e atividades relacionadas à vigilância e à atenção primária.
Na capital alagoana, a atuação ganhou um novo espaço com a entrega do HC Pet, realizada pela Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Extraordinária do Bem-Estar Animal (Sebema). A unidade ampliou a oferta de atendimento veterinário gratuito e especializado para os tutores de animais.
Além de funcionar como unidade de assistência, o hospital também se tornou um espaço de aprendizado e troca de experiências entre profissionais com diferentes formações e áreas de atuação. A diversidade dos casos atendidos contribui para o aprimoramento técnico das equipes.
Paixão pela profissão desde a infância
A médica-veterinária Tamires dos Santos, formada pela Uninassau, descobriu ainda na infância que queria seguir a profissão. O momento decisivo aconteceu dentro de casa, quando acompanhou o parto de sua cadela, Suzy, com a ajuda de um vizinho que era veterinário.
“Eu tive uma cadela na minha infância, ela se chamava Suzy, e fiz o acompanhamento do parto dela em casa. Eu tinha um vizinho veterinário, pedi o auxílio dele, ele me ajudou e me ensinou. No momento do parto, foi uma experiência incrível. Foi a minha primeira experiência. Ainda era criança, e me encantei. E foi ali que descobri que queria fazer veterinária”, contou.
No início da formação, Tamires pretendia trabalhar com animais de grande porte, principalmente equinos. A trajetória profissional, porém, levou a médica-veterinária para a clínica de pequenos animais.
Hoje, a rotina no HC Pet é considerada por ela uma oportunidade constante de aprendizado, principalmente pela variedade de casos atendidos na unidade.
“O HC Pet é uma grande experiência, acho que não só para mim, mas para todos os médicos-veterinários que trabalham aqui, pois lidamos com diversos casos, tanto com a mínima complexidade, com uma consulta de rotina, quanto a máxima complexidade, urgência e emergência, e o leque de informação e complexidade de cada caso é ótimo para minha formação profissional, e nos impulsiona a cada vez mais estar se aprimorando”, explicou.

Da convivência com animais à Medicina Felina
A convivência com animais também influenciou a escolha profissional de Nathalia Monik, formada pelo Centro Universitário Cesmac e integrante da equipe clínica do HC Pet.
Segundo ela, o contato com os animais começou dentro da própria família. Atualmente, Nathalia faz pós-graduação em Medicina Felina, área com a qual se identifica, além de uma especialização em cirurgia e atuação em procedimentos de tecidos moles.
“Minha mãe sempre gostou de animais, sempre tivemos animais em casa e esse foi meu grande incentivo para começar a fazer medicina veterinária. Atualmente faço pós-graduação em Medicina Felina, que é uma área que eu amo muito, que sempre me identifiquei. Eu amo gatos e faço pós-graduação em cirurgia, onde já atuo na parte de cirurgias em tecidos moles”, relatou.
Para Nathalia, a rotina hospitalar possibilita colocar os conhecimentos em prática diante de diferentes situações e compartilhar experiências com outros profissionais.
“Acho incrível trabalhar aqui pela diversidade de casos que vivenciamos diariamente em nossa rotina no consultório, temos uma equipe muito boa e sempre compartilhamos as situações que passamos, muitas delas desafiadoras, mas seguimos empenhados em entregar nosso melhor em cada atendimento”, afirmou.
Três décadas dedicadas à Medicina Veterinária
Com cerca de 30 anos de experiência na área, o médico-veterinário Erivan Andrade construiu uma trajetória que começou antes mesmo da graduação. Ele iniciou a carreira como auxiliar e posteriormente cursou Medicina Veterinária pelo Cesmac.
Atualmente, Erivan atua principalmente em cirurgias de urgência e emergência no HC Pet. Para ele, trabalhar em um ambiente hospitalar sempre foi um objetivo profissional.
“Toda minha trajetória profissional foi no âmbito da medicina veterinária. Meu trabalho no hospital, na verdade, é um sonho que eu sempre quis viver. Eu me formei para trabalhar nesse ambiente, que é um espaço de resoluções rápidas. Nós temos uma autonomia dentro do hospital, onde conseguimos fazer desde o exame laboratorial e de imagem, à cirurgia, que nos dá essa possibilidade de ter uma resolução rápida. Tem sido uma experiência muito satisfatória”, contou.
Entre os casos que marcaram sua atuação está o atendimento de Galego, um gato vítima de atropelamento que chegou ao hospital em estado grave. O animal precisou passar por cirurgia para retirada de um dos olhos e por um procedimento de sutura na boca.
Galego permaneceu aproximadamente 20 dias no hospital. Diante da gravidade dos ferimentos, a equipe chegou a acreditar que ele não sobreviveria. O animal, porém, se recuperou e recebeu alta.
“Galego foi atropelado, chegou ao HC Pet em uma situação de emergência. Ele teve que passar por um procedimento cirúrgico para retirar o olho e também fazer uma sutura na boca. Esse gato passou aqui cerca de 20 dias. Diante da gravidade, pensamos que ele não iria sobreviver, mas eu acabei dando a alta dele. Galego conseguiu se restabelecer, retornar para casa e ao convívio familiar. Ver o êxito do nosso trabalho é muito importante”, lembrou Erivan.
Casos como esse mostram o impacto do atendimento veterinário não apenas na recuperação dos animais, mas também na relação deles com seus tutores. Cada procedimento envolve conhecimento técnico, dedicação e o objetivo de proporcionar qualidade de vida aos pacientes.
Estudo e dedicação
Com uma longa experiência na profissão, Erivan também deixa um conselho para estudantes e futuros médicos-veterinários: dedicação aos estudos e amor pela área.
“A mensagem que eu deixo é que estudem. É uma profissão que requer estudo. A medicina veterinária não aceita meio profissional, você precisa ser um profissional completo, porque muitas vezes você precisa dessa totalidade para resolver os casos. Que trabalhe com amor, com amor pelo que desenvolve, com os animais, aos pacientes e que não desista do sonho, persista”, afirmou.
As trajetórias de Tamires, Nathalia e Erivan representam diferentes caminhos dentro da Medicina Veterinária. Seja a partir de uma experiência vivida na infância, da convivência familiar com animais ou de décadas de dedicação profissional, os relatos têm em comum o compromisso com a saúde e o bem-estar animal.
Neste 9 de setembro, a Prefeitura de Maceió homenageia os médicos-veterinários que atuam na capital, especialmente os profissionais que integram a rede municipal e contribuem para ações de saúde pública, proteção e bem-estar dos animais.
Redação ANH/AL








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