Auditoria financeira é tema do sétimo encontro do projeto do TCE-AL
Evento compartilhou conhecimentos e discutiu a adoção da prática pelo Tribunal de Contas de Alagoas. TCE-AL promove encontro sobre auditoria financeira e discute adoção da prática
O Tribunal de Contas de Alagoas (TCE-AL) promoveu, nesta quinta-feira (10), o sétimo encontro do projeto “Trabalhando, Aprendendo e Multiplicando”. Realizada no prédio da Escola de Contas Públicas, a atividade teve como tema a auditoria financeira no setor público.
O encontro foi conduzido pelo auditor de controle externo do TCE-AL Dayvson Spíndola, que compartilhou conhecimentos adquiridos durante o 4º Encontro Nacional de Auditoria Financeira do Setor Público (ENAF), realizado em junho, em Bento Gonçalves (RS).
A atividade teve como objetivo apresentar aos servidores conceitos relacionados à auditoria financeira e discutir caminhos para que o TCE-AL possa adotar a prática. Segundo Dayvson, o evento nacional permitiu conhecer como outros Tribunais de Contas estão trabalhando com esse modelo de auditoria e avaliar possibilidades de implementação em Alagoas.
“A ideia é socializar conhecimentos importantes que obtivemos no encontro nacional e mostrar como os Tribunais de Contas estão trabalhando com a auditoria financeira. Como o TCE-AL ainda não adota essa prática, o objetivo também é começar a pensar e desenhar um caminho para que o Tribunal possa fazer essa migração”, explicou.
De acordo com o auditor, a auditoria financeira tem como finalidade oferecer segurança razoável sobre a veracidade das informações contábeis divulgadas pelos órgãos públicos. A prática se diferencia da auditoria de conformidade, que verifica aspectos relacionados ao cumprimento das normas e da legislação.
“A auditoria financeira tem uma finalidade específica: dar segurança razoável de que as informações contábeis publicadas são verdadeiras ou se aproximam da realidade. É uma diferença importante em relação às outras auditorias, porque ela permite verificar se aquilo que está sendo divulgado nos demonstrativos contábeis efetivamente representa a realidade”, afirmou.
Outra característica destacada durante o encontro foi o caráter contínuo da auditoria financeira. Diferentemente de trabalhos com início e fim previamente definidos, a atividade funciona em ciclos sucessivos, permitindo que um novo ciclo seja iniciado após o encerramento do anterior e que eventuais correções sejam realizadas ao longo do exercício.
Segundo Dayvson, a auditoria financeira completa, em 2027, dez anos de implementação formal no setor público brasileiro. O marco está relacionado a uma portaria do Tribunal de Contas da União (TCU), publicada em 2017, que estabeleceu a adoção de práticas internacionais de auditoria na análise das contas do presidente da República.
Desde então, outros Tribunais de Contas também passaram a incorporar a auditoria financeira às suas atividades. A adoção, no entanto, ainda ocorre de maneira gradual. Conforme o auditor, aproximadamente metade dos Tribunais de Contas já iniciou algum tipo de trabalho nessa área, embora em muitos casos de forma parcial.
“O TCE-AL ainda não tem experiência com auditoria financeira, mas essa também é uma realidade de muitos outros tribunais. Existe um movimento de adoção dessa prática, e a ideia é que o Tribunal comece a se preparar, conheça como os outros estão se organizando e possa construir o seu próprio caminho para essa migração”, destacou.
Trabalhando, Aprendendo e Multiplicando
O encontro integra o projeto “Trabalhando, Aprendendo e Multiplicando”, promovido pela Escola de Contas Públicas do TCE-AL. A iniciativa busca estimular a troca de conhecimentos e experiências entre os servidores, com espaço para apresentação de trabalhos, práticas e soluções desenvolvidas no ambiente institucional.
A proposta também contribui para a disseminação de experiências e para o aprendizado coletivo entre os profissionais do Tribunal.
Redação ANH/AL








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