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Maceió,01/10/2026

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TST determina fim da greve dos funcionários da Caixa nesta terça-feira

Assessoria
TST determina fim da greve dos funcionários da Caixa nesta terça-feira Empregados realizaram ato no Prédio Sede da Caixa Econômica Federal (Sindicato dos Bancários de Pernambuco).

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, nesta terça-feira (29), o fim da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Em julgamento de dissídio coletivo, os ministros decidiram que os trabalhadores devem retornar às atividades, no máximo, até esta quarta-feira (30).

A paralisação começou em 10 de setembro, após um impasse nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os empregados rejeitaram propostas apresentadas pela Caixa, principalmente devido a divergências relacionadas ao modelo de custeio do plano de saúde.

Diante do impasse, a Caixa acionou o TST por meio de um dissídio coletivo, buscando uma decisão judicial sobre a paralisação. O banco também havia pedido que a greve fosse considerada abusiva e que fosse autorizado o desconto dos dias parados nos salários.

Durante o julgamento, o ministro Maurício Godinho, relator do processo, considerou que a greve não foi abusiva, mas determinou o encerramento imediato da paralisação. O voto foi aprovado por unanimidade pelos demais ministros.

Além do fim da greve, o TST definiu um reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de ganho real. Com isso, o reajuste total será de 4,6%, com validade a partir de 1º de setembro. O acordo terá vigência até 2028.

O mesmo percentual será aplicado ao convênio de saúde, um dos principais pontos de divergência entre os funcionários e a instituição financeira.

Durante a sessão, Godinho destacou a necessidade de diálogo entre a Caixa e os trabalhadores para solucionar a questão relacionada ao plano de saúde.

"Tanto a empresa quanto os trabalhadores, através de suas confederações, têm que dialogar sobre esse assunto, que é candente num País em que as idades estão subindo e as pessoas estão vivendo mais", afirmou o ministro.

Segundo ele, a questão precisa ser tratada pelas partes "com maturidade".

Os ministros também decidiram que não haverá desconto nos salários dos funcionários pelos dias em que a greve ocorreu. No entanto, os trabalhadores deverão compensar o período de paralisação em até 180 dias, por meio da reposição dos dias não trabalhados.

Até a publicação da reportagem, a Caixa Econômica Federal não havia se manifestado sobre a decisão do TST.

Redação ANH




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