Seja bem-vindo
Maceió,01/10/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Cimeb acusa Lula e aliados de estimular “guerra religiosa” no Brasil

Assessoria
Cimeb acusa Lula e aliados de estimular “guerra religiosa” no Brasil Pastor Silas Malafaia divulgou nota do Cimeb sobre a polêmica em torno de Nossa Senhora Aparecida. Foto: Reprodução/Instagram

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados de estimular uma "guerra religiosa" no país. A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (28), em uma nota publicada nas redes sociais pelo pastor Silas Malafaia.

Segundo o documento, a entidade, que afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações, repudia o uso do que classifica como informação falsa para atingir um adversário político e provocar tensão entre católicos e evangélicos.

O Cimeb afirmou que católicos e evangélicos convivem em paz e negou a existência de qualquer articulação de líderes evangélicos ou de candidaturas para cancelar feriados ou cultos de outras religiões. A nota foi divulgada em meio à repercussão de conteúdos que associaram o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. 

Polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida

A controvérsia envolve o Projeto de Lei (PL) 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta pretendia alterar a Lei nº 6.802/1980, que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.

O texto propunha substituir na legislação a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". Também previa a troca da expressão "culto público e oficial" por "homenagem oficial". A proposta, no entanto, não previa o fim do feriado de 12 de outubro. 

O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008 e não tem relação com a atual candidatura de Flávio Bolsonaro. O candidato negou ter qualquer projeto ou intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. 

Na justificativa apresentada à época, Galli argumentava que o Brasil é um Estado laico e, por isso, não deveria ter um padroeiro oficial. A proposta buscava retirar da legislação o que o parlamentar considerava um privilégio religioso.

A associação entre Flávio Bolsonaro e o projeto arquivado passou a circular nas redes sociais durante a campanha eleitoral de 2026. Checagens publicadas nesta semana classificaram como falsa a afirmação de que o candidato teria apresentado ou defendido uma proposta atual para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. 

Na nota divulgada por Malafaia, o Cimeb afirmou que não existe iniciativa de líderes evangélicos, em conjunto com qualquer candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de outras religiões. A entidade também criticou a utilização da questão religiosa no debate político.

Redação ANH




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.