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Governo francês se reúne com estudantes após protestos em centenas de escolas

Assessoria
Governo francês se reúne com estudantes após protestos em centenas de escolas Manifestantes participam de protesto durante as manifestações estudantis de outubro, na França, em meio a focos de incêndio.(MIGUEL MEDINA / AFP)

Estudantes mantêm protestos e pressionam governo francês por melhorias na educação

O governo francês recebe, nesta quinta-feira (8), representantes das três principais organizações estudantis do país, em meio à continuidade dos protestos por melhores condições de ensino. Os estudantes cobram medidas concretas para atender às reivindicações e prometem manter as mobilizações enquanto não houver respostas do governo.

Desde o fim de setembro, estudantes de 15 a 18 anos bloqueiam centenas de escolas para denunciar problemas como a falta de professores substitutos, jornadas excessivas, salas de aula deterioradas e estruturas inadequadas para enfrentar o aumento das temperaturas.

Na terça-feira (6), entre 266 mil e 450 mil pessoas participaram de manifestações em diversas cidades francesas. Os atos reuniram estudantes, pais, professores e sindicatos e foram marcados também por momentos de tensão entre manifestantes e forças de segurança.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou na noite de quarta-feira (7) que o governo não pode ignorar as preocupações apresentadas pelos estudantes. Apesar disso, adiou para o fim de outubro o anúncio das primeiras decisões sobre as reivindicações.

Nesta quinta-feira à tarde, o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, e o ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, devem se reunir com representantes das organizações USL, Renouveau Lycéen e Lycéens!.

Antes do encontro, Geffray anunciou que o governo pretende apresentar, nas próximas horas ou dias, um “plano de emergência” para enfrentar o problema da falta de professores substitutos.

Enquanto aguardam as negociações, os estudantes continuam mobilizados. Segundo as autoridades, as aulas foram suspensas total ou parcialmente nesta quinta-feira em 375 das 3.700 escolas de ensino médio da França.

Redação ANH




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