Protesto por redutores de velocidade provoca congestionamento na BR-110, no RN
Moradores da Comunidade Piquiri bloquearam a BR-110 para cobrar a reimplantação de redutores de velocidade no trecho. Foto: Divulgação
Cerca de 50 moradores da Comunidade Piquiri interditaram os dois sentidos da BR-110, na região Oeste do Rio Grande do Norte, na manhã desta segunda-feira (19). O protesto teve como objetivo cobrar a reinstalação de redutores de velocidade no trecho. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a área registrou oito acidentes e três mortes entre 2025 e 2026.
O bloqueio começou por volta das 6h e terminou às 8h30, após negociação entre policiais e manifestantes. A interdição provocou congestionamentos de aproximadamente um quilômetro em cada sentido da rodovia, que liga Mossoró a Areia Branca.
Durante o protesto, os moradores atearam fogo a materiais para impedir a passagem de veículos, e o Corpo de Bombeiros foi acionado. Apesar da interdição, a PRF informou que a manifestação ocorreu de forma pacífica.
Os moradores afirmam que um radar fixo responsável pelo controle de velocidade no trecho foi retirado há alguns meses. Desde então, a comunidade relata preocupação com a velocidade dos veículos e com a segurança das pessoas que vivem às margens da rodovia.
Diante da situação, a comunidade encaminhou um ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), solicitando a instalação de dispositivos para reduzir a velocidade, como lombadas, quebra-molas ou outros mecanismos considerados adequados para prevenir acidentes.
“O objetivo é chamar a atenção para uma demanda importantíssima para a comunidade, que é a instalação de redutores de velocidade. A comunidade informa que os veículos transitam diariamente em alta velocidade, colocando a segurança dos moradores em risco”, afirmou Fabiana Aparecida, secretária da Associação de Moradores do Piquiri.
De acordo com o policial rodoviário federal Lúcio Neto Alencar, a delegacia da PRF em Mossoró mantém contato com o Dnit para organizar uma reunião com representantes da comunidade e discutir possíveis soluções.
“O que eles estavam pleiteando é a questão de redutores de velocidade, físico ou eletrônico. Então a PRF, através da gestão da delegacia de Mossoró, está em contato /RNcom a gestão do Dnit para marcar uma reunião entre a liderança dessa comunidade, para eles sentarem à mesa e ter essa conversa”, explicou.
Dados da PRF apontam que, em 2025, foram registrados cinco acidentes no trecho, sendo um grave, com uma morte. Em 2026, até o período considerado no levantamento, ocorreram três acidentes, dos quais dois foram graves e resultaram em duas mortes.








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