Colisão entre dois trens em alta velocidade deixa 68 mortos em Urda, na Espanha
Governo espanhol investiga possíveis falhas no sistema de segurança dos meios de transporte
Destroços dos trens após colisão Ocorreu nesta quarta-feira (28) um grave acidente entre dois trens na província de Toledo, na Espanha e já é a segunda colisão desse ano no país. A tragédia deixou pelo menos 68 mortos e 80 feridos, trazendo grande comoção internacional com o caso e indignação com as possíveis falhas de segurança.
De acordo com as primeiras apurações divulgadas pelo Ministério dos Transportes, uma falha inicial na comunicação entre computadores travou o sistema automatizado LZB de controle ferroviário. Com a pane tecnológica, o centro de comando em Madri assumiu a gestão manual do trecho. Pouco antes das 8h54 locais, o trem da operadora estatal Renfe — que transportava quase 400 passageiros na rota entre Madri e Sevilha — recebeu sinal verde para avançar, colidindo violentamente contra a traseira de uma composição da empresa Iryo, que levava 147 pessoas e estava inerte sobre os trilhos.
O impacto provocou o descarrilhamento de múltiplos vagões, alguns dos quais acabaram despencando em um barranco adjacente à via. Testemunhas e equipes de resgate descreveram cenas de forte impacto, com estrondos e focos de incêndio em algumas unidades.
Os protocolos vigentes determinam que, em cenários de falha técnica generalizada, composições autorizadas a circular devem operar a velocidades inferiores a 40 km/h para garantir a capacidade de frenagem ante qualquer obstáculo imprevisto. Representantes sindicais ferroviários, no entanto, ponderam que é prematuro cravar conclusões definitivas ou apontar culpa individual antes do encerramento das perícias técnicas.








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