Aliados de Flávio de dividem em reafirmar o resultado das urnas e apoiar a alegação do senador de fraude
Isolado no exterior, Flávio Bolsonaro alega fraude sem provas; TSE e alguns aliados reafirmam lisura das urnas
Flávio e Tarcísio de Freitas. Foto: Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de contestar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais gerou uma onda de rejeição entre autoridades do Judiciário e lideranças de seu próprio campo político. Em carta divulgada a partir dos Estados Unidos, o candidato derrotado alegou ter sido vítima de "fraude eleitoral", mas não apresentou evidências. A reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de seus principais aliados de campanha foi de reafirmação do processo democrático e reconhecimento da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As principais figuras de aliança do senador a declarar legitimidade ao resultados das urnas foram Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e Rogério Marinho, Coordenador de campanha do PL/RN, que declararam entender a indignação, mas que o caminho é seguir em frente. Além dos dois aliados, partidos alinhados ao bolsonarismo, como União Brasil, MDB, PSD e Podemos também reconheceram a vitória de Lula.
Flávio usou como argumento a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário de votação em algumas seções até as 19h no dia do pleito, classificando a apuração como uma "impossibilidade matemática".
Em resposta às acusações, a Justiça Eleitoral destacou que os mecanismos de auditoria são públicos e acessíveis a qualquer cidadão. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou em nota oficial:
"As eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitutionais"
Nunes Marques ressaltou que a prorrogação pontual no horário de votação em algumas seções não comprometeu a segurança da apuração e reafirmou o compromisso do tribunal com a soberania do voto popular.
A Justiça Eleitoralenfatizou que dados como o Registro Digital do Voto (RDV), os logs dos equipamentos e os Boletins de Urna (BU) estão abertos para download e verificação pública.








COMENTÁRIOS