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Maceió,09/04/2026

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Ceará pode se tornar o 2º maior polo de data centers do Brasil

Assessoria
Ceará pode se tornar o 2º maior polo de data centers do Brasil Ceará sai na frente com a primeira ZPE em operação no Brasil. Foto: Divulgação/ZPE Ceará

O Ceará se prepara para viver um salto estratégico no setor de tecnologia da informação e consolidar-se como um dos principais polos de data centers do Brasil. Com a chegada de novos empreendimentos ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, o Estado poderá assumir a posição de segundo maior centro do País nesse segmento, ficando atrás apenas de São Paulo.

O movimento já começou: a Casa dos Ventos, uma das maiores companhias do setor de energia renovável do Brasil, anunciou um investimento de R$ 150 milhões para a instalação de um data center de grande porte dentro da Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE). A expectativa é de que a construção tenha início até dezembro.

Mas esse é apenas o primeiro passo. Segundo o diretor-presidente da ZPE Ceará, Fábio Feijó, pelo menos cinco empresas internacionais manifestaram interesse em construir data centers de hiperescala, estruturas capazes de processar e armazenar volumes gigantescos de informações — do mesmo porte dos utilizados por gigantes como Google, Amazon, Meta e Apple. A definição sobre parte desses projetos deve acontecer até o primeiro semestre de 2026.


“O mais relevante não é apenas a quantidade de propostas, mas o fato de que entramos de vez no mapa mundial dos data centers. Estamos recebendo contato de grandes companhias globais, o que representa uma virada histórica para o Ceará”, afirmou Feijó.


Energia limpa como trunfo

Um dos pontos decisivos para atrair os investimentos foi a Medida Provisória nº 1307/2025, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita ao Estado. A MP determina que todas as empresas que se instalarem em ZPEs devem consumir energia proveniente de fontes renováveis. Também incluiu os serviços de tecnologia da informação, como data centers, entre as atividades que podem se beneficiar do regime especial alfandegário.

Para especialistas, o Ceará reúne condições únicas para se destacar. Além da legislação favorável, o Estado conta com uma rede de cabos submarinos de fibra óptica que conecta Fortaleza diretamente à Europa e aos Estados Unidos, infraestrutura que o torna um ponto estratégico para o tráfego de dados internacionais.

O professor Rodrigo Porto, titular de Telecomunicações da Universidade Federal do Ceará (UFC), avalia que essa combinação cria um cenário promissor:


“Há uma convergência de fatores. Temos energia renovável em abundância, cabos submarinos, incentivos regulatórios e o interesse de grandes players globais. Isso projeta o Ceará para uma posição de protagonismo mundial nesse setor.”


Cadeia produtiva e empregos

Além da modernização tecnológica, os investimentos prometem impactos diretos na economia cearense. Estimativas apontam que a exigência de energia renovável pode atrair até R$ 20 bilhões em novos projetos solares e eólicos voltados a atender a demanda dos data centers.

No campo social, os benefícios também são expressivos. Apenas o empreendimento da Casa dos Ventos deverá gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção e mais de 500 postos de trabalho altamente especializados quando estiver em operação plena. A Prefeitura de Caucaia já estuda parcerias com universidades e instituições de ensino técnico para capacitar jovens da região.

Segundo o consultor Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de inteligência de mercado em telecomunicações, os ganhos vão muito além da geração de vagas:


“Esses centros criam um ecossistema de inovação. Ao mesmo tempo em que abrem oportunidades de trabalho, também atraem fornecedores, empresas de tecnologia e novas cadeias de valor para o Estado.”


Futuro digital no Ceará

Com previsão de abrigar 10 salas de dados de mais de 2 mil m² cada, o data center da Casa dos Ventos nasce com capacidade para atender clientes de peso, incluindo multinacionais como Google, Amazon, ByteDance (controladora do TikTok) e Apple.

A combinação entre energia limpa, conectividade internacional, incentivos fiscais e mão de obra qualificada coloca o Ceará em uma posição inédita no cenário tecnológico brasileiro. Caso os novos projetos sejam confirmados, o Estado estará não apenas entre os maiores do País, mas também poderá se consolidar como hub internacional de processamento e distribuição de dados.

Redação ANH/CE




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