Embriaguez ao volante leva 66 motoristas à prisão no RN em janeiro
Fiscalização da Operação Zero Álcool ocorre em Natal e municípios da Grande Natal. Foto: reprodução A Operação Zero Álcool, conduzida pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, intensificou as ações de fiscalização no Rio Grande do Norte e resultou na prisão de 66 condutores por embriaguez ao volante durante o mês de janeiro. O número equivale a 16% de todas as prisões realizadas pela unidade em 2025 e já é considerado o mais elevado dos últimos dez anos no estado.
Segundo dados do CPRE, as autuações criminais ocorreram tanto em Natal quanto em municípios da Região Metropolitana, evidenciando que a prática de dirigir sob efeito de álcool permanece recorrente, apesar das campanhas educativas e das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A capital potiguar concentrou o maior número de prisões, com 17 registros. Parnamirim aparece em seguida, com 14 detenções. Macaíba contabilizou 10 ocorrências, enquanto Nísia Floresta teve oito prisões. São Gonçalo do Amarante registrou sete casos, Extremoz somou seis e São José de Mipibu teve quatro flagrantes ao longo do período.
De acordo com a legislação de trânsito, o crime de embriaguez ao volante é caracterizado quando o teste do etilômetro aponta concentração de álcool superior a 0,33 miligrama por litro de ar alveolar. A infração também é configurada quando o motorista se recusa a realizar o teste, mas apresenta sinais claros de alteração da capacidade psicomotora, como dificuldade de equilíbrio, fala alterada e comportamento incompatível com a condução segura do veículo.
O CPRE destaca que a Operação Zero Álcool tem como principal objetivo reduzir acidentes de trânsito, preservar vidas e reforçar a segurança viária, especialmente em períodos de maior circulação de veículos. As ações incluem abordagens sistemáticas, blitz em pontos estratégicos e o uso de equipamentos de alcoolemia para coibir a combinação de álcool e direção.
A corporação reforça ainda que seguirá intensificando as fiscalizações ao longo do ano, alertando os condutores para os riscos da prática e para as consequências legais, que incluem prisão, multa elevada, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do veículo.
Redação ANH/RN




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