Líder de facção criminosa é preso em Petrolina durante operação do MP da Bahia
Operação do MPBA entrou na sua terceira fase com deflagração em Petrolina e prisão de líder do CV. (DIVULGAÇÃO/MPBA) A terceira fase da Operação Premium Mandatum, deflagrada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), avançou nas investigações contra uma organização criminosa com atuação interestadual e resultou na prisão de um suspeito apontado como liderança do Comando Vermelho na região. O homem foi localizado no município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, após trabalho conjunto entre promotores e forças policiais de dois estados.
Segundo o MPBA, o investigado estava foragido e possuía mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Durante o cumprimento das ordens judiciais, ele também foi autuado em flagrante por posse irregular de armamento. Na ação, foram apreendidas quatro armas de fogo, munições e um telefone celular que deve passar por perícia técnica para auxiliar na coleta de novas provas.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte), em parceria com a 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim. Também participaram equipes do Comando de Policiamento da Região Norte da Bahia, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga). As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim.
De acordo com os investigadores, esta etapa da ofensiva teve como foco alvos que não haviam sido localizados nas fases anteriores da operação. Nas etapas iniciais, foram cumpridos diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades baianas, como Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de diligências em Santa Catarina. Ao todo, as investigações já resultaram na denúncia de dezenas de pessoas ligadas ao núcleo financeiro da organização e no bloqueio judicial de cerca de R$ 44 milhões.
As apurações apontam que a facção possuía uma estrutura hierárquica organizada, com funções bem definidas entre líderes, operadores e facilitadores. Parte das ordens, segundo o MPBA, era repassada de dentro do sistema prisional, evidenciando a complexidade do esquema. A atuação do grupo estaria relacionada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outros crimes associados à disputa por território.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a suspeita de participação de familiares e pessoas próximas aos investigados na movimentação financeira da organização. As contas bancárias seriam utilizadas para fragmentar valores e dificultar o rastreamento por órgãos de controle, estratégia que teria permitido ao grupo manter atividades ilícitas por um longo período.
Para os promotores responsáveis, a nova fase da operação representa um avanço importante no enfraquecimento da estrutura de comando da facção. O material apreendido deverá passar por análise detalhada, com expectativa de que novas informações contribuam para ampliar o alcance das investigações e reforçar o conjunto de provas já reunido.
As autoridades ressaltaram que a atuação integrada entre órgãos de investigação e forças policiais é fundamental para enfrentar organizações criminosas com atuação em diferentes estados. O objetivo, segundo o MPBA, é interromper o fluxo financeiro e logístico que sustenta o grupo, garantindo maior segurança para as comunidades afetadas pela ação criminosa.
Redação ANH/BA








COMENTÁRIOS