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Maceió,05/02/2026

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Polícia Civil conclui investigação sobre morte do cão Orelha em Florianópolis

Assessoria
Polícia Civil conclui investigação sobre morte do cão Orelha em Florianópolis O Cão Orelha, sacrificado no último dia 5 de janeiro após ser agredido no dia anterior, em Florianópolis (SC). (Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu as investigações sobre o caso do cão comunitário Orelha, que morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis. O resultado do inquérito foi divulgado nesta terça-feira (3/2) e aponta a participação direta de quatro adolescentes nas ações que levaram à morte do animal, além do envolvimento de três adultos investigados por suspeita de coação de testemunhas.

De acordo com a corporação, o trabalho investigativo mobilizou diferentes setores da segurança pública e foi conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA). A força-tarefa foi criada diante da repercussão do caso e da necessidade de identificar rapidamente os responsáveis.

Investigação reuniu grande volume de provas

A Polícia Civil informou que analisou mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras de segurança espalhadas pela região da Praia Brava. Além disso, 24 testemunhas prestaram depoimento ao longo das apurações, enquanto oito adolescentes chegaram a ser investigados inicialmente.

Um software de origem francesa foi utilizado para auxiliar na análise de deslocamento do principal suspeito. As autoridades destacaram que imagens registraram o momento em que um adolescente deixou o condomínio onde mora nas primeiras horas da manhã do dia 4 de janeiro e retornou pouco tempo depois acompanhado de uma amiga, versão que contrariou o depoimento inicial do jovem.

Segundo a polícia, as contradições nos relatos e a convergência das provas técnicas foram fundamentais para a conclusão do inquérito.

Viagem internacional e suspeita de ocultação de provas

Durante a investigação, chamou atenção dos policiais a viagem do adolescente aos Estados Unidos no mesmo dia em que a apuração foi iniciada. Conforme a corporação, ele já tinha conhecimento de que poderia ser investigado. O retorno ao Brasil ocorreu no dia 29 de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades no aeroporto.

A Polícia Civil também apurou que um familiar tentou esconder peças de roupa utilizadas pelo jovem no dia dos fatos, incluindo um boné rosa e um casaco de moletom. Inicialmente, foi informado que o casaco teria sido adquirido durante a viagem, mas posteriormente o próprio adolescente confirmou que já possuía a peça antes de deixar o país.

Os investigadores afirmaram que mantiveram sigilo sobre etapas do trabalho para evitar vazamentos que pudessem comprometer a coleta de provas ou permitir a destruição de evidências.

Procedimentos seguem o Estatuto da Criança e do Adolescente

Como os principais envolvidos são menores de idade, o caso foi conduzido conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil informou que encaminhou o inquérito ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, solicitando a internação do adolescente apontado como principal autor, medida equivalente à prisão aplicada a adultos.

Além das agressões que resultaram na morte de Orelha, os jovens também foram responsabilizados pela tentativa de afogamento de outro cachorro da região, conhecido como Caramelo, que conseguiu fugir.

Comunidade lamenta morte de cão conhecido na região

O ataque ao cão Orelha ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro. Laudos da Polícia Científica indicaram que o animal sofreu um impacto forte na cabeça provocado por um objeto rígido. No dia seguinte, moradores encontraram o cachorro debilitado e o levaram a atendimento veterinário, onde foi constatado que ele não teria chances de recuperação, sendo realizada a eutanásia.

Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era considerado um cão comunitário, recebendo cuidados frequentes de moradores e comerciantes locais. A morte do animal gerou grande mobilização nas redes sociais e reacendeu debates sobre proteção animal e responsabilização de agressores.

Autoridades destacaram que o caso reforça a importância da colaboração da população, do uso de tecnologia na investigação criminal e da atuação integrada das delegacias especializadas em situações que envolvem adolescentes e crimes contra animais.

Redação ANH/SC




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