Litoral de Pernambuco tem 11 pontos impróprios para banho, diz CPRH
O mapeamento analisou praias das cidades do Recife, Jaboatão do Guararapes, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Itamaracá, Igarassu, Ipojuca, Tamandaré e São José da Coroa Grande. (Foto: Reprodução/Portal CPRH) Mesmo após o fim do Carnaval 2026, o fluxo de banhistas segue intenso no litoral pernambucano, impulsionado pelo verão e pelas altas temperaturas. Diante desse cenário, a recomendação das autoridades ambientais é clara: antes de escolher a praia, é fundamental verificar as condições de balneabilidade.
De acordo com o boletim mais recente divulgado pela Companhia Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), 16 dos 27 pontos monitorados no estado estão classificados como próprios para banho, enquanto 11 apresentam condições impróprias para recreação de contato primário — como mergulho e natação.
As análises, realizadas na última quinta-feira (19), integram o oitavo levantamento de 2026 e permanecem válidas até a próxima quinta-feira (26). O monitoramento é feito semanalmente em locais estratégicos, geralmente em áreas com cerca de um metro de profundidade, faixa mais utilizada por banhistas.
Critérios técnicos
A classificação segue os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os padrões de qualidade da água para atividades recreativas. O principal indicador utilizado é a concentração de coliformes termotolerantes — bactérias que sinalizam possível contaminação por esgoto.
Para que um trecho seja considerado próprio, ao menos 80% das cinco amostras coletadas ao longo de cinco semanas devem apresentar até 1.000 coliformes por 100 mililitros de água. Caso esse limite não seja atingido, ou se a última coleta ultrapassar 2.500 coliformes por 100 mililitros, o ponto é classificado como impróprio.
Segundo a CPRH, fatores como chuvas intensas, lançamento irregular de esgoto e aumento no fluxo de pessoas podem influenciar diretamente os resultados, provocando variações na qualidade da água.
Trechos com restrição
Entre as praias consideradas impróprias estão pontos tradicionais do litoral, como Jaguaribe, em Itamaracá; Capitão (Mangue Seco), em Igarassu; e diversos trechos em Olinda, incluindo Rio Doce, Bairro Novo, Carmo e Milagres. Também aparecem na lista o Pina, no Recife; dois pontos em Candeias, em Jaboatão dos Guararapes; além de Suape e Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho.
Especialistas alertam que o banho em locais classificados como impróprios pode causar problemas de saúde, como infecções gastrointestinais, irritações na pele e nos olhos, além de outras complicações, especialmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade mais baixa.
Pontos liberados
Por outro lado, o relatório aponta condições adequadas em praias bastante frequentadas, como trechos de Boa Viagem, no Recife; Maria Farinha e Janga, em Paulista; Pilar e Forte, em Itamaracá; além de destinos turísticos como Porto de Galinhas e Ponta de Serrambi, em Ipojuca, e Carneiros e Tamandaré, no Litoral Sul.
A CPRH recomenda que moradores e turistas acompanhem os boletins atualizados, disponíveis semanalmente, já que a situação pode mudar conforme as condições climáticas e ambientais.
Verão e responsabilidade
Com o verão ainda em curso e a expectativa de aumento no número de visitantes nas praias pernambucanas, o monitoramento da qualidade da água ganha ainda mais relevância. Além da fiscalização ambiental, especialistas defendem investimentos contínuos em saneamento básico e conscientização da população como medidas essenciais para melhorar a balneabilidade no estado.
Enquanto isso, a orientação é simples: antes de estender a canga na areia e entrar no mar, vale conferir se o local escolhido está liberado para banho — uma atitude que pode evitar riscos à saúde e garantir um lazer mais seguro.
Redação ANH/PE








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