Incêndio destrói estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção na Zona Norte de Natal
Incêndio atingiu imagem de Nossa Senhora de Fátima em construção na Zona Norte de Natal. Foto: Reprodução A Arquidiocese de Natal se pronunciou oficialmente nesta terça-feira (24) após o incêndio que destruiu a estátua de Nossa Senhora de Fátima em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal. Em nota pública, a instituição lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade à comunidade católica e aos envolvidos no projeto.
O texto é assinado pelo arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso, que destacou o sentimento de consternação diante da perda do monumento, considerado símbolo de fé e devoção mariana. A arquidiocese também prestou apoio à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, território onde a imagem seria instalada, além de demonstrar solidariedade ao artista responsável pela obra e aos trabalhadores que estavam no local no momento do incidente. Não houve registro de feridos graves.
O incêndio ocorreu na tarde de terça-feira e foi provocado por um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada na construção. As chamas se espalharam rapidamente pela estrutura, que acabou desabando. Imagens gravadas por moradores mostram o monumento tomado pelo fogo antes de ceder completamente.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que as equipes foram acionadas por volta das 14h30 para conter o incêndio e isolar a área. A atuação rápida evitou que o fogo atingisse outras estruturas próximas. A corporação também realizou o trabalho de rescaldo para impedir novos focos.
A estátua integrava o Complexo Turístico Religioso Nossa Senhora de Fátima, projeto coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Com 35 metros de altura e base de 8 metros, o monumento tinha investimento estimado em R$ 5 milhões e era considerado uma das principais apostas para impulsionar o turismo religioso na capital potiguar.
O complexo previa ainda a construção de uma praça em formato simbólico do Espírito Santo, dedicada aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, um anfiteatro para apresentações culturais e um prédio administrativo voltado a atividades de formação para crianças. Enquanto a execução da estátua era de responsabilidade do município, as demais estruturas seriam conduzidas pela arquidiocese em parceria com o poder público.
Na nota, a arquidiocese afirmou confiar na reconstrução da obra e reforçou a importância da união entre Igreja, poder público e comunidade para dar continuidade ao projeto. Segundo a instituição, o monumento representava não apenas um marco arquitetônico, mas também um ponto de encontro espiritual para milhares de fiéis.
A Prefeitura de Natal ainda deve divulgar um posicionamento detalhado sobre os próximos passos e a eventual retomada da construção. O episódio reacende o debate sobre segurança em obras de grande porte e a necessidade de protocolos rigorosos para evitar acidentes durante a execução de projetos públicos.
Redação ANH/RN








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